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SÃO PAULO – Em dia de forte instabilidade no mercado cambial, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (13) com leve alta de 0,09%, sendo cotado a R$ 2,173, evitando assim a terceira queda consecutiva frente ao real. Wall Street, que esteve em queda durante quase toda a sessão, encerrou perto da estabilidade, enquanto o Ibovespa garantiu valorização próxima a 1%.
No início da sessão, o jornal norte-americano The New York Times afirmou que um pedido de concordata da General Motors está mais próximo de ser concretizado, aumentando ainda mais a incerteza em relação à situação da montadora. Ainda nos EUA, o Federal Reserve comprou US$ 7,37 bilhões em Treasuries com maturação entre dois e três anos, como parte do programa de estímulo ao crédito. No Japão, o governo anunciou seu plano de combate à recessão no valor de ¥ 15,4 trilhões.
No setor financeiro, o professor da Universidade de Nova York Nouriel Roubini projetou perdas para as instituições financeiras num valor de US$ 3,6 trilhões, ofuscando as boas notícias nas sessões anteriores referentes aos bancos. Ainda no noticiário do setor, o Wall Street Journal afirmou que os bancos norte-americanos que receberam capital do Tarp (Troubled Asset Relief Program) enfrentam investigações acerca de aumentos nas taxas cobradas aos usuários e nos salários dos executivos.
Vale ressaltar ainda que os investidores aguardam nesta semana a divulgação dos resultados referentes ao primeiro trimestre do ano de alguns bancos dos EUA.
Focus e balança comercial
No Brasil, foi divulgado pelo Banco Central a edição atualizada do relatório Focus, que apontou projeção de retração no PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 de 0,30%. Essa contração contínua do indicador econômico reforça ainda a ideia de um corte na Selic – taxa básica de juro brasileira – na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), ainda neste mês.
O saldo da balança comercial na segunda semana de abril registrou superávit de US$ 749 milhões, avançando no acumulado do ano para US$ 4,349 bilhões.
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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, adiantou que na próxima quinta-feira será lançada uma linha de crédito para empresas no valor de R$ 4 bilhões para investimentos em suas frotas.
Meirelles fala em juros reais mais baixos no futuro
A sessão ainda teve o discurso do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acerca da trajetória da crise e das medidas que estão sendo tomadas pelo governo durante o fórum “O impacto da crise financeira na micro, pequena e média indústria” realizado na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Ele ressaltou que o Brasil está em melhor situação do que outros países, com cerca de US$ 205 bilhões de reservas cambiais. “A dívida pública caiu, durante a crise, porque as reservas brasileiras, que são dolarizadas, aumentaram de valor. Isso ocorreu em um momento importante, por conta da queda da arrecadação, e deu condições ao País (de enfrentar a crise), ao contrário de muitos países que perderam reservas aceleradamente”, enfatizou.
“É uma crise séria, que não deve ser subestimada, e a história tem mostrado isso. O governo continuará a adotar medidas, em prol da recuperação da economia brasileira. Existem divergências pontuais, mas o fato concreto é que estamos no mesmo barco. É importante garantir uma economia que tenha juros reais mais baixos no futuro, taxas nominais mais baixas, com crescimento sustentável, sem o desequilíbrio que tivemos no passado, com inflação alta”, completou o presidente do Bacen.
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Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1710 na compra e R$ 2,1730
na venda, leve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4000, representando um ágio de 10,55%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 6,01% em abril, frente
à alta de 3,61% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,02%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.174,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.182
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em baixa,
atingindo R$ 2.193 frente
à R$ 2.200 do fechamento de
quinta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,1730000
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,48% para maio de 2009, 0,07 ponto percentual acima do fechamento anterior