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SÃO PAULO – Depois do nervosismo causado pelos discursos de membros votantes do Fed e por indicador abaixo do esperado do setor de serviços norte-americano na véspera, o dólar comercial encerrou em alta nesta quarta-feira (6), ajustando-se ao pessimismo externo da sessão anterior, quando os mercados brasileiros estiveram fechados.
O temor de recessão voltou a assombrar o mercado depois que Jeffrey Lacker, diretor do Federal Reserve, relacionou esta possibilidade e os dados do setor de serviços mostraram o pior desempenho desde 2001 no mês de janeiro.
Mas os ânimos melhoraram com os fortes números reportados pela Walt Disney e os dados da produtividade no mercado de trabalho dos EUA acima do esperado. Com isso, o bom humor retornou a Wall Street nesta sessão, mas não foi suficiente para impedir o nervosismo nos mercados brasileiros
Contrariando sua estratégia diária, o Banco Central não comprou dólares nesta quarta-feira, marcada pela baixa liquidez.
Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7510 na compra e R$ 1,7530
na venda, alta de 0,40% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0000, representando um ágio de 14,22%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,45% em fevereiro, frente
à baixa de 0,66% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,30%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março
encerrou o dia cotado a R$ 1.760,
alta de 0,37% em relação ao fechamento
de R$ 1.753
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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, fechou em alta de 0,34%,
atingindo R$ 1.768 frente
à R$ 1.762 do fechamento de
sexta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,7520.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,04% para abril de 2008, avanço de 0,09 pontos percentuais em relação à cotação do último ajuste.