Dólar comercial encerra em baixa, mas mercado permanece cauteloso

Valorização do real foi reduzida por crise no cenário político e novo recorde do petróleo na bolsa de Nova York

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SÃO PAULO – Depois de operar em alta por boa parte da manhã, o dólar comercial encerrou a sessão desta segunda-feira em baixa. A cautela, no entanto, predominou na sessão, com os investidores acompanhando as novidades do cenário político.

Na terça-feira acontecerá o depoimento do ex-ministro da Casa Civil e acusado de ser o mentor do esquema de “mensalão” José Dirceu na Comissão de Ética da Câmara, o que eleva a cautela dos investidores.

Superávit histórico em junho

Durante o mês de julho, o superávit comercial do país atingiu US$ 5,011 bilhões, o maior saldo da história. O superávit na quinta semana ficou em US$ 1,970 bilhão, ilustrando que, mesmo com a recente apreciação do real, as exportações continuam a crescer.

Por outro lado, os preços do petróleo bateram novos recordes nesta segunda-feira. Nesta tarde, o contrato para entrega em setembro na Bolsa de Nova York bateu os US$ 62,30 por barril, maior patamar da série histórica.

Dólar encerra em queda

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3660 na compra e R$ 2,3670

na venda, baixa de 0,50% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6400, representando um ágio de 11,58%
em relação ao dólar comercial.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,78%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.402,
baixa de 0,54% em relação ao fechamento
de R$ 2.415

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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,09%,
atingindo R$ 2.442 frente
à R$ 2.444 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,65% para outubro de 2005, com queda de 0,08 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,80%, queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.