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SÃO PAULO – O dólar comercial fechou em forte queda nesta segunda-feira, tendo atingido o menor patamar desde o dia 30 de abril de 2002. A moeda norte-americana foi pressionada pelos sinais de menor inflação no cenário doméstico e pela divulgação do superávit primário referente a abril.
Pela manhã, a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês fechado de maio e o indicador apurou uma deflação de 0,22%, basicamente em função da queda dos preços no atacado.
Queda da perspectiva de inflação
Houve também queda da perspectiva de inflação. Pela segunda semana consecutiva, a mediana das projeções do relatório Focus para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) anual mostrou redução, a qual passou de 6,38% para 6,35%.
Além disso, a percepção de austeridade fiscal contribuiu para a desvalorização do dólar nesta sessão. O superávit primário, referente ao mês de abril, registrou R$ 16,335 bilhões, tendo sido o mais elevado desde o início da contabilização do indicador em 1991.
Elevação dos títulos ainda influencia
Impactou ainda sobre a queda do dólar desta sessão a elevação, na última sexta-feira, da recomendação da Merrill Lynch para os títulos da dívida externa brasileira de marketweight (em linha com a média do mercado) para overweight (acima da média do mercado), criando uma expectativa de entrada de recursos no país.
Por fim, há a expectativa de novas captações corporativas em dólar nos próximos dias, o que estimula uma escalada do real frente à moeda norte-americana.
Dólar fecha em forte baixa
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O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3640 na compra e R$ 2,3660
na venda, forte baixa de 0,76% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,7500, representando um ágio de 16,33%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 6,41% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,82%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.372,
baixa de 0,59% em relação ao fechamento
de R$ 2.386
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em baixa de 0,62%,
atingindo R$ 2.404 frente
à R$ 2.419 do fechamento de
sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,44% para agosto de 2005, com alta de 0,20 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,61%, com alta de 0,05 ponto percentual em relação ao valor de ajuste da sessão anterior.