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SÃO PAULO – O dólar comercial opera em baixa de 0,19% nesta terça-feira (12), cotado a R$ 1,5780 na venda. O mercado deverá focar a agenda de indicadores econômicos norte-americanos marcados para esta data, mas também fica de olho nas ações do Governo para o câmbio para reverter a trajetória de apreciação do real.
Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra queda de 3,25% neste mês de abril e uma desvalorização de 5,29% desde o início do ano, como resultado da ampla liquidez da economia global e no elevado diferencial de juro do Brasil em relação ao exterior, aumentando a atratividade de investimentos em renda fixa no país.
Balança comercial dos EUA
Segundo os dados divulgados nesta manhã pelo Departamento de Comércio dos EUA, o déficit comercial norte-americano caiu de US$ 47,0 bilhões em janeiro para US$ 45,8 bilhões em fevereiro. Já as projeções do mercado apontavam para um saldo negativo entre US$ 42,9 bilhões e US$ 45,7 bilhões.
Além disso, foram divulgados também os dados sobre os preços dos bens importados e exportados pelos EUA, que registraram variação de 0,6% e 1,3%, respectivamente. Vale destacar que as cotações do petróleo são excluídas dos preços de bens importados, enquanto que a produção agrícola norte-americana é excluída dos preços de bens exportados. Mais tarde, o Departamento de Tesouro divulga dados sobre o orçamento governamental de março.
Governo
Os investidores seguem atentos às possíveis ações do Governo para o mercado de câmbio, com o objetivo de frear a valorização do real. Além dos aumentos no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), as autoridades poderiam restringir as posições de câmbio dos bancos e até mesmo promover uma quarentena para os recursos que ingressam no Brasil.
Entretanto, a expectativa em torno de mais ações das autoridades para o câmbio perdeu força por conta da inflação medida pelo IPCA, que superou as expectativas do mercado em março. O real apreciado tem efeito benéfico no combate ao aumento dos preços, e o Governo estaria mais disposto a aceitar uma valorização da moeda brasileira por conta disso, apontam analistas.
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Japão
Os investidores também ficam atentos nesta sessão à crise nuclear japonesa. As autoridades do país asiático elevaram o grau de severidade, para um patamar igual ao do acidente de Chernobyl, em 1986. A notícia pesou nas bolsas asiáticas e europeias, e pode incrementar a aversão ao risco entre os investidores, reduzindo a demanda por real aqui no Brasil.