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SÃO PAULO – Ainda sob os efeitos dos novos desdobramentos da crise do subprime, o mercado manteve forte aversão ao risco nesta quarta-feira (17) e o dólar comercial, pela terceira sessão consecutiva, fechou em forte alta, atingindo o patamar de R$ 1,867 e renovando a máxima desde 24 de setembro de 2007.
Os indicadores econômicos sobre o setor imobiliário dos Estados Unidos trouxeram números bem abaixo do esperado para o mês de agosto, evidenciando a fragilidade deste mercado.
O suporte concedido pelo Fed à seguradora AIG, que estava à beira de um pedido de concordata, também não foi muito bem aceito, uma vez que evidencia a fragilidade das instituições financeiras e coloca dúvidas sobre a postura intervencionista do Banco Central norte-americano. O socorro foi feito por meio da concessão de uma linha de crédito especial de US$ 85 bilhões, deixando a autoridade monetária com 79,9% de participação no capital social da empresa.
Prévia do fluxo cambial
O Banco Central divulgou nesta quarta-feira o fluxo cambial acumulado nos primeiros dez dias úteis de setembro. O saldo ficou positivo em US$ 4,329 bilhões, mais que o dobro em relação ao total acumulado durante todo o mês de agosto.
O fluxo comercial registrou saldo positivo de US$ 3,605 bilhões, enquanto o fluxo financeiro reverteu o sinal negativo de cinco meses seguidos e acumula superávit de US$ 725 bilhões na prévia realizada.
Contando com esse resultado, o saldo cambial acumulado neste ano (de janeiro a 12 de setembro) fica positivo em US$ 18,714 bilhões.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8650 na compra e R$ 1,8670
na venda, forte alta de 2,36% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0000, representando um ágio de 7,24%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 14,19% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.
No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 5,12%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 1,879. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou a R$ 1.897 frente à R$ 1.849 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8610000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,95% para novembro de 2008, 0,61 ponto percentual acima do último ajuste.