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SÃO PAULO – Com uma nova leva de referências negativas penalizando o já deteriorado cenário internacional nesta quinta-feira (4), o dólar comercial, com disparada de 2,68%, encerrou acima de R$ 1,72. A sexta valorização consecutiva da moeda norte-americana frente ao real levou o câmbio a seu maior patamar desde 2 de abril deste ano.
A sessão contou com ‘velhos conhecidos’ dos investidores: fracos dados econômicos, volatilidade das commodities – em especial das energéticas – e derrocadas das Bolsas ao redor do mundo.
Os dados do ADP Employment Report, referentes ao setor privado do mercado de trabalho norte-americano, vieram abaixo das projeções. Em complemento, o Initial Claims, que relaciona o número de pedidos por auxílio-desemprego solicitados pela primeira vez, mostrou resultado pior do que o esperado em passagem semanal, selando o mau humor dos investidores. Ambos os indicadores acabaram por ofuscar o ISM Services, que surpreendeu positivamente as expectativas.
Em dia de manutenção do juro básico no Reino Unido e na zona do euro – decisões estas alinhadas às estimativas do mercado -, o dólar registrou valorização face a libra esterlina e ao euro. Por lá, a quinta-feira também contou com fortes perdas na renda variável e preocupantes indicadores econômicos. Destaque ao deteriorado mercado imobiliário britânico, com os preços dos imóveis ao menor patamar em 25 anos em mediação média anualizada.
Dólar fecha quinta-feira acima de R$ 1,72
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7200 na compra e R$ 1,7220
na venda, forte alta de 2,68% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8200, representando um ágio de 5,81%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 5,32% em setembro, frente
à alta de 4,54% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 3,04%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 1.748,
forte alta de 2,70% em relação ao fechamento
de R$ 1.702
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,44%,
atingindo R$ 1.670 frente
à R$ 1.670 do fechamento de
quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, registrava R$ 1,7160000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,26% para outubro de 2008, 0,15 ponto percentual abaixo do último ajuste.