Dólar comercial dispara, com aumento do grau de aversão ao risco

Em sessão bastante desfavorável para os mercados brasileiros, dólar sobe mais de 4% frente ao real

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SÃO PAULO – Em uma segunda-feira bastante negativa para os mercados brasileiros, o dólar comercial opera em forte alta, impulsionado por um aumento do grau de aversão ao risco, diante da possibilidade de novas altas do juro básico norte-americano.

O temor de que o Fomc possa estender o ciclo de aperto monetário ganhou força após Rodrigo Rato, diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmar que novos ajustes para cima na Fed Funds Rate devem ocorrer.

Além disso, contribui para escalada do dólar nesta segunda-feira a expectativa de alteração no regime cambial brasileiro, com a possível adoção de medidas favoráveis a exportadores.

Dólar em forte alta

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,2950 na compra e R$ 2,2980

na venda, forte alta de 4,03% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,2830, representando um deságio de 0,52%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 10,06% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,08%.

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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.312,
forte alta de 4,38% em relação ao fechamento
de R$ 2.215

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte alta de 3,87%,
atingindo R$ 2.320 frente
à R$ 2.234 do fechamento de
sexta-feira.