Dólar comercial diminui ritmo de alta, com melhora nos mercados globais

Moeda norte-americana opera estável diante da instabilidade nas bolsas e das incertezas econômicas

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SÃO PAULO – O dólar comercial reduziu a amplitude da alta verificada pela manhã diante da melhora nos mercados internacionais. Após um histórico recente de perdas, as praças financeiras globais parecem ensaiar uma recuperação no começo desta tarde.
Entretanto, dada a profusão de notícias que divergem entre os campos positivo e negativo, o clima de negociações ainda é de incertezas. Especulações de que a Fannie Mae e a Freddie Mac, as maiores financiadoras de hipotecas dos Estados Unidos, têm problemas de solvência criam tensão entre investidores.

Amplamente aguardado pelo mercado interno, o IPCA de junho apontou uma alta nos preços de 0,74%, 0,05 ponto percentual inferior à medição do mês anterior e praticamente em linha com as expectativas do mercado, contidas no último relatório Focus.

Ainda assim, o índice somou inflação de 3,64% no primeiro semestre deste ano, a maior desde 2003, o que aumenta as expectativas em torno do rumo da política monetária no Brasil.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6060 na compra e R$ 1,6080 na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,7200 na venda, representando um ágio de 7,10% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto está sendo cotado a R$ 1.616,
baixa de 0,40% em relação ao fechamento
de R$ 1.622
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, opera
em baixa de 0,34%,
atingindo R$ 1.628 frente
a R$ 1.634 do fechamento de terça-feira.