Dólar comercial diminui perdas no final, mas fecha o dia abaixo de R$ 1,58

Alta da Selic superior à maioria das projeções traz pressão adicional de fluxo externo; tensão nos mercados limita queda

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SÃO PAULO – Com a pressão advinda do fluxo de capital estrangeiro em busca de aplicações em renda fixa no País após a nova alta no juro básico brasileiro, o dólar comercial encerrou a quinta-feira (24) que sucedeu o anúncio da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) com queda de 0,32%, abaixo de R$ 1,58.

Na véspera, com os mercados brasileiros já fechados, a autoridade monetária brasileira anunciou o ajuste em 75 pontos-base da Selic, levando a taxa a 13% ao ano. Como justificativa, o Comitê alegou “vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas”.

Ainda que a decisão não seja ao todo surpreendente, já que um aumento no ritmo de elevações do juro básico interno não era descartado, a maior parte dos analistas apostava na manutenção da postura vista nos dois últimos encontros do Copom, ou seja, incremento de 50 pontos-base na taxa.

Maior juro básico doméstico aumenta a atratividade do investimento em renda fixa, o que atrai fluxo estrangeiro ao Brasil. Em outras palavras, eleva a oferta de dólar no País, pressionando assim a cotação.

Dia negativo nos mercados

Ainda que o dólar comercial tenha operado em terreno negativo por toda a quinta-feira, a queda da moeda foi minimizada no final da sessão como resposta ao clima negativo predominante nas praças financeiras internacionais.

Enquanto a esfera corporativa trazia resultados abaixo das projeções de analistas – com destaque ao prejuízo bilionário reportado pela montadora norte-americana Ford -, a agenda econômica colaborava com o clima de apreensão.

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Leilão do BC

O Banco Central (BC) realizou leilão de compra no mercado de câmbio à vista entre 11h56 e 12h06, de acordo com comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). A taxa aceita ficou em R$ 1,5746.

Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,5780 na compra e R$ 1,5790

na venda, baixa de 0,32% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,7000, representando um ágio de 7,73%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,13% em julho, frente
à queda de 1,9% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,09%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.582,
baixa de 0,28% em relação ao ajuste final
de R$ 1.586

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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,31%,
atingindo R$ 1.593 frente
à R$ 1.598 do último ajuste.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,57900.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,79% para setembro de 2008, 0,04 ponto percentual acima do último ajuste.

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