Dólar comercial desafia instabilidade externa e opera em queda nesta tarde

Spread entre juros interno e externo e confiança na economia doméstica vão sustentando ganhos da moeda brasileira

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SÃO PAULO – O dólar comercial vai desafiando as turbulências externas e opera em queda na tarde desta quinta-feira (6), influenciado pelo diferencial de juros e pela confiança dos investidores na economia brasileira.

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) na última quarta-feira manteve o elevado spread entre os juros interno e externo, reforçando a oferta de dólares no mercado de câmbio brasileiro por meio de investimento estrangeiro.

No entanto, o cenário externo desfavorável pressiona a moeda brasileira, que já diminui seus ganhos frente ao dólar. As notícias de companhias financeiras, como Ambac e Thornburg, trazem novamente à tona temores de recessão da economia dos EUA.

Ademais, o Banco Central interveio no mercado de câmbio, promovendo leilão de compra de dólares com taxa de corte fixada em R$ 1,6665.

Acompanhe as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 1,6620 na compra e R$ 1,6640

na venda, baixa de 0,48% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
1,9300, representando um ágio de 16,13%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,60% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,31%.

Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
opera cotado a R$ 1.677,
leve alta de 0,03% em relação ao fechamento
de R$ 1.677

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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em leve alta de 0,03%,
atingindo R$ 1.689 frente
à R$ 1.689 do fechamento de
quarta-feira.