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SÃO PAULO – Com a deterioração do cenário político interno, o dólar comercial dá seqüência à sua trajetória ascendente iniciada na última sessão e sobe mais de 1% na tarde desta sexta-feira.
O retorno do Banco Central às negociações no mercado de câmbio na última quinta-feira deixou o mercado bastante volátil, tendo o dólar apresentado sua maior oscilação desde maio de 2003 na sessão anterior.
Nesta sexta-feira, novas denúncias de corrupção deflagradas por uma importante revista semanal e a repercussão do depoimento do publicitário Duda Mendonça, na véspera, contribuem para a escalada da moeda norte-americana. Reagindo à crise, o presidente Lula fez um pronunciamento no final da manhã no qual pediu desculpas à nação pelos recentes acontecimentos envolvendo membros do governo.
Dólar em forte alta
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3730 na compra e R$ 2,3750
na venda, forte alta de 1,28% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,6230, representando um ágio de 10,54%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,17% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 10,48%.
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Dólar futuro na BM&F
também opera em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
opera cotado a R$ 2.386,
forte alta de 0,89% em relação ao fechamento
de R$ 2.365
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em alta de 0,44%,
atingindo R$ 2.416 frente
à R$ 2.405 do fechamento de
quinta-feira.