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SÃO PAULO – Em meio à forte aversão ao risco provocada pelo rebaixamento dos ratings de Portugal e Grécia pela Standard & Poor’s, o dólar comercial consolidou sua trajetória positiva durante a tarde desta terça-feira (27), fechando com forte alta de 1,20%, sendo cotado na venda a R$ 1,767. Declaração de Meirelles e expectativa sobre a política monetária de Brasil e EUA também tiveram relevância nos negócios.
No front doméstico, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista, atuando bem próximo do fechamento do pregão. A operação teve uma taxa de corte aceita em R$ 1,7648 e ocorreu entre as 15h38 e as 15h48 (horário de Brasília).
Ratings
Dominando o olhar do mercado, a agência de classificação de risco S&P (Standard & Poor’s) rebaixou a nota atribuída à dívida de Portugal de “A+” para “A-“, definindo perspectiva negativa para o rating do país. No mesmo sentido, a agência também reduziu o rating soberano de longo prazo da Grécia de “BBB+” para “BB+”. A perspectiva para a classificação da dívida grega também é negativa.
O temor em relação à dívida de países europeus motiva investidores ao redor do globo a procurarem refúgio na moeda norte-americana nesta sessão. Abandonando investimentos em ativos considerados de maior risco, as cotações de importantes divisas internacionais, como euro, franco suíço e libra esterlina também registraram depreciação frente o dólar.
Na espera de Fomc e Copom
Tanto no front doméstico quanto no norte-americano, os principais destaques da agenda ficam por conta do primeiro dia de reunião de autoridades monetárias. Nos EUA, olhos atentos ao teor do comunicado do Fomc (Federal Open Market Committee) e, por aqui, as atenções se voltam para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Grande parte dos mercados espera ver um aumento em torno de 0,5 ponto percentual na Selic.
O presidente da autoridade monetária brasileira, Henrique Meirelles, afirmou que o BaCen tem ganhado notoriedade como modelo de regulação internacional e afirmou que, atualmente, o trabalho do banco é o de administrar sucessos. “[O Banco Central] não precisa provar mais nada a ninguém”, enfatizou Meirelles.
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Dólar a R$ 1,767
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7650 na compra e R$ 1,7670 na venda, forte alta de 1,20% em relação ao fechamento anterior.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,79% em abril, frente à baixa de 1,55% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,48%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio encerrou o dia cotado a R$ 1.765, forte alta em relação ao fechamento de R$ 1.749 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em forte alta, atingindo R$ 1.775 frente à R$ 1.760 do fechamento de ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7670000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,98% para junho de 2010, 0,07 ponto acima do que foi visto no último fechamento.