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SÃO PAULO – Em dia de referências otimistas, o dólar comercial sustentou trajetória de queda por toda a quinta-feira (26), encerrando as negociações com baixa de 0,4%, cotado a R$ 2,240. Este é o menor patamar da divisa norte-americana frente ao real desde o dia 9 de fevereiro.
O clima mais ameno visto nos mercados globais encontrou fomento no âmbito econômico. A começar, o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, apesar de ter apresentado retração de 6,3%, teve repercussão positiva, visto que a projeção média do mercado dava conta de uma contração ainda maior, em torno de 6,6%.
O presidente do People’s Bank of China, Zhou Xiaochuan, disse que os indicadores apontam para a recuperação do crescimento econômico. Segundo o chairman, o governo chinês tomou medidas efetivas e decisivas no decorrer da crise, ressaltando dentre elas os cinco cortes na taxa básica de juro e a redução do depósito compulsório por quatro vezes desde setembro do ano passado, além do pacote econômico de US$ 585 bilhões.
Esses acontecimentos, aliados ao aumento do preço das commodities metálicas, serviram para aumentar o apetite por risco e minimizar as preocupações com a queda no saldo da balança comercial brasileira (em outras palavras, menor entrada de dólares no País pelo canal do comércio).
Importante notar que o dólar apresentou valorização frente às principais divisas de referência nesta quarta-feira, como iene, euro, franco suíço e libra esterlina.
Swap
Outro destaque da sessão foi a realização do primeiro leilão do Banco Central visando a rolagem dos contratos de swap cambial que vencerão no próximo dia 1.
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A autoridade monetária garantiu colocação máxima do lote de 80 mil contratos, o que representa US$ 3,98 bilhões.
Crédito
O Banco Central publicou sua Nota de Política Monetária, informando que o volume total de crédito do sistema financeiro atingiu R$ 1,23 trilhão em fevereiro, crescimento de 0,1% em relação a janeiro e 30,1% frente fevereiro de 2008.
“A oferta de crédito pelos bancos públicos manteve a tendência observada nos meses anteriores de aumento em sua participação relativa no total do sistema financeiro, que subiu para 37,1% em fevereiro”, afirmou o BC.
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O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu manter a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), usada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o financiamento do setor produtivo, em 6,25% ao ano nos próximos três meses. Essa taxa vem sendo mantida nesse patamar desde julho de 2007.
Além disso, o conselho anunciou a permissão ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de oferecer garantia complementar a depósitos a prazo, a partir de abril deste ano. O valor máximo garantido para o mesmo correntista em uma única instituição será de R$ 20 milhões, sendo que a contribuição para a garantia será de 0,0833% ao mês sobre o saldo dos depósitos captados, o que equivale a 1% ao ano.
Cenário internacional
Nos EUA, o secretário do Tesouro Timothy Geithner afirmou novamente que é necessário reformar a regulação dos mercados para combater desconfiança gerada pela crise financeira internacional. “Grandes firmas e mercados interconectados devem ter um regime regulatório cada vez mais consistente e conservador”.
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Confira as cotações
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2380 na compra e R$ 2,2400
na venda, baixa de 0,40% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 9,47%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 5,53% em março, frente
à alta de 2,69% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,15%.
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Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.245,
alta em relação ao fechamento
de R$ 2.240
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 2.260 frente
à R$ 2.257 do fechamento de
ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2390000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,95% para maio de 2009, 0,05 ponto percentual acima do fechamento anterior.