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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (15) em queda pela terceira sessão consecutiva. Desta vez, a divisa norte-americana caiu 1,73%, sendo cotada na venda a R$ 1,936. Em sessão movimentada, resultados corporativos, indicadores econômicos e ata da última reunião do Federal Reserve mexeram com os investidores. Por aqui, nova intervenção do Banco Central e desempenho do fluxo cambial foram analisados.
Conforme tem ocorrido nas últimas sessões, o Bacen realizou nova compra de dólares no mercado à vista através de leilão. Nessa operação, realizada entre as 15h18 e as 15h28 (horário de Brasília), a taxa aceita ficou em R$ 1,9385, segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais). O BC também informou que, através dessas intervenções, já captou cerca de US$ 220 milhões no mercado no acumulado de julho, sendo US$ 89 milhões apenas durante a semana passada.
A autoridade monetária também divulgou o resultado do fluxo cambial, mostrando um saldo positivo de US$ 436 milhões nos primeiros oito dias úteis de julho, invertendo a tendência negativa visto nos três primeiros dias úteis do mês.
Ata do Fed
Durante a tarde desta quarta-feira, o Federal Reserve divulgou a ata de sua última reunião, realizada em 23 e 24 de junho, quando manteve o juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano. A autoridade voltou a afirmar que a economia norte-americana se encontra muito enfraquecida, embora o ritmo de queda da atividade tenha diminuído nas últimas semanas.
O principal destaque ficou com uma estimativa de queda menor para o PIB (Produto Interno Bruto) do país, que deverá cair entre 1,0% e 1,5% em 2009, se recuperando lentamente em 2010 – a projeção anterior estava entre 1,3% e 2,0%. Por outro lado, as novas estimativas sinalizam que o desemprego vai aumentar de forma considerável até o final do ano, chegando perto dos 10%.
Resultados corporativos e agenda
Ainda nos EUA, a divulgação de novos resultados corporativos contribuiu para a manutenção do humor dos mercados nesta sessão. Após o balanço trimestral do Goldman Sachs animar os investidores na última terça-feira, foi a vez dos números reportados pela Intel contribuírem para a menor aversão ao risco. A empresa teve desempenho acima das projeções dos analistas no segundo trimestre do ano.
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Os indicadores econômicos da agenda norte-americana também tiveram relevância para o otimismo visto na sessão. Tanto a produção industrial (Industrial Production) quanto a variação dos preços ao consumidor (Consumer Price Index), ambos do mês de junho, vieram melhores do que o esperado.
No final do dia, serão divulgados alguns dados bastante importantes sobre a economia da China. Ainda na Ásia, a sessão marcou o último dia da reunião do BoJ (Bank of Japan). A autoridade monetária manteve a taxa básica de juro em 0,1% ao ano, porém estendeu o prazo de seu programa de aquisição de commercial papers e títulos corporativos por três meses.
Terceira queda seguida do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9340 na compra e R$ 1,9360
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na venda, forte baixa de 1,73% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0700, representando um ágio de 7,03%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,38% em julho, frente
à baixa de 0,61% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 17,16%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto
encerrou o dia cotado a R$ 1.942,
forte baixa de 1,34% em relação ao fechamento
de R$ 1.968
da última terça-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,16%,
atingindo R$ 1.957 frente
à R$ 1.980 do fechamento de
ontem.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,9340000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,43% para setembro de 2009, 0,03 acima do fechamento anterior.