Dólar comercial chega à sexta alta seguida e renova máxima desde julho

Em sessão volátil, investidores mostram-se temerosos com possível bolha chinesa; por aqui, BC volta a intervir

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SÃO PAULO – Após iniciar o dia com forte valorização e passar a registrar queda durante a tarde, o dólar comercial voltou ao campo positivo no final da sessão, fechando a segunda-feira (31) em alta pela sexta vez consecutiva, sendo cotada a R$ 1,889 – avanço de 0,48%. Dessa forma, a moeda renovou o maior patamar alcançado desde 29 de julho deste ano, quando estava cotada a R$ 1,904.

Após ter se ausentado das negociações na última sexta-feira (28), o Banco Central voltou a realizar suas costumeiras intervenções ao realizar a compra de dólares no mercado à vista. Segundo o Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 12h23 e terminou às 12h33 (horário de Brasília), a uma taxa aceita em R$ 1,875.

A autoridade monetária brasileira também divulgou a versão atualizada do relatório Focus, que voltou a mostrar projeções melhores para a atividade industrial, além de esperar uma trajetória inflacionária mais amena no índice de preços.

Ainda por aqui, a produção industrial brasileira avançou 2,2% na passagem de junho para julho, sendo este o sétimo resultado positivo consecutivo do indicador, na série livre de influências sazonais.

Mercado internacional

Nesta sessão, as incertezas diante da recuperação da China contribuíram para o clima de apreensão nos mercados, com os investidores avaliando a possibilidade de se formar uma bolha de crédito na economia asiática, alimentada pelos recentes estímulos governamentais.

Na agenda de indicadores, destaque para a atividade industrial na região de Chicago, que registrou 50,0 pontos em agosto. O desempenho superou tanto as expectativas do mercado (48,0 pontos) quanto o nível alcançado na medição anterior (43,4 pontos).

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Dólar a R$ 1,889

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8870 na compra e R$ 1,8890

na venda, alta de 0,48% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,0000, representando um ágio de 5,99%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,29% em agosto, frente
à baixa de 4,94% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 19,17%.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.887,
alta em relação ao fechamento
de R$ 1.883

da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1.899 frente
à R$ 1.892 do fechamento de
sexta-feira.

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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8880000.

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,64% para novembro de 2009, 0,04 abaixo do fechamento anterior.