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SÃO PAULO – Em uma sexta-feira de instabilidade no mercado de câmbio, o dólar comercial cedeu às pressões e registrou sua terceira desvalorização consecutiva. Na semana, a divisa caiu 1,40%.
O ingresso de capital pressiona a moeda norte-americana, sendo amplificado pela melhora da percepção de risco para a economia brasileira.
Por outro lado, a forte alta do rendimento dos títulos de longo prazo dos EUA e a cautela trazida pela aproximação da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) limitaram as perdas desta sexta-feira.
Banco Central mantém ritmo de atuações
Nesta sexta-feira, o BC realizou um novo leilão de swap cambial reverso, tendo vendido a totalidade dos 4.550 contratos ofertados, em uma operação que movimentou US$ 213,3 milhões.
O banco ainda comprou dólares no mercado à vista e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 9 propostas, com corte a R$ 2,1140.
Dólar recua
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1090 na compra e R$ 2,1120
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na venda, leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2700, representando um ágio de 7,63%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,35% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 9,08%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.132,
leve baixa de 0,07% em relação ao fechamento
de R$ 2.133
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,28%,
atingindo R$ 2.145 frente
à R$ 2.151 do fechamento de
quinta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para o preço à vista da moeda na BM&F, fechou cotado a R$ 2,1120.
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Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,48% para maio de 2006, queda de 0,02 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,70%, queda de 0,04 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.