Dólar comercial cede a pessimismo da sessão, inverte sinal e passa a subir

Teor negativo dos mercados tem como principal estopim novas referências da crise no setor financeiro dos EUA

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SÃO PAULO – Após iniciar a segunda-feira (25) com queda, o dólar comercial cede ao pessimismo que dita as negociações nas principais praças financeiras globais e segue em alta. A divisa norte-americana também mostra valorização frente a outras moedas de referência na sessão, como o euro e a libra esterlina.

O teor negativo nas bolsas norte-americanas, que contamina também os negócios por aqui, tem como principal estopim novas referências da crise do setor financeiro. Referindo-se à possível aquisição do Lehman Brothers pelo banco estatal sul-coreano KDB, o presidente do órgão regulador na Coréia do Sul sugeriu maior cautela à compradora em relação aos riscos trazidos pelo banco norte-americano.

Sem força suficiente para amenizar a má impressão deixada pelo Lehman Brothers, o Existing Home Sales, indicador que mede as vendas anualizadas de casas usadas nos EUA, superou as projeções em sua medição de julho.

A agenda econômica doméstica da sessão contou com novo indício de arrefecimento da inflação, desta vez pelo indicador semanal IPC-S, projeções menores para a inflação doméstica expressas no último relatório Focus e déficit de US$ 840 milhões na balança comercial brasileira na semana passada.

Em complemento, em sua Nota de Política Monetária, o Banco Central informou que o volume total de crédito do sistema financeiro nacional alcançou R$ 1,085 trilhão em julho, o que representa um crescimento de 1,7% em relação ao apurado em junho deste ano e um avanço de 32,7% em 12 meses.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6310 na compra e R$ 1,6330 na venda, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8000 na venda, representando um ágio de 10,36% em relação ao dólar comercial.

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.635,
alta de 0,28% em relação ao fechamento
de R$ 1.631
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera
em alta de 0,37%,
atingindo R$ 1.649 frente
a R$ 1.643 do fechamento de sexta-feira.