Dólar comercial cede à instabilidade dos mercados e fecha em alta

Moeda volta a subir em dia de tensão renovada no cenário externo, com rumores de calote de fundo norte-americano

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SÃO PAULO – O dólar comercial encerrou em alta nesta quinta-feira (13) com a volta dos temores relacionados ao mercado de crédito norte-americano e a confirmação de que o governo promoverá mudanças para conter a ascensão do real.

Cenário externo

Na primeira parte da sessão, investidores demonstravam apreensão nos mercados internacionais com a divulgação de dados ruins sobre vendas no varejo norte-americano e com a notícia de um provável calote de US$ 16,6 bilhões por parte do fundo Carlyle Capital.

Contudo, no período da tarde, o clima tenso se amenizou com a publicação de análise da agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A S&P afirma que o processo de baixas contábeis relacionadas a títulos de hipotecas de risco está próximo do fim. A mudança de humores reduziu a amplitude da alta do dólar.

No Brasil

Internamente, repercute-se o anúncio feito pelo governo de medidas que visam combater a apreciação do real e incentivar as vendas externas, com taxação de investimentos estrangeiros em renda fixa e a isenção de imposto sobre as exportações.

O economista Sidney Nehme, da corretora de câmbio NGO, avalia que as medidas do governo devem surtir efeito momentâneo. Em relatório, o especialista afirma que “o que parece estar causando maiores preocupações aos mercados, incluindo o de câmbio, é a iminente falência da Carlyle Capital, um dos maiores fundos de investimentos do mundo – mais um sinal contundente na direção da recessão”.

Leilão do BC

O Banco Central realizou leilão de compra de dólares no mercado à vista entre 12h15 e 12h25. A taxa aceita ficou em R$ 1,6970.

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Confira as cotações

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,6910 na compra e R$ 1,6930

na venda, forte alta de 1,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9500, representando um ágio de 15,32%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 0,12% em março, frente
à baixa de 0,14% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 4,67%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 1.697,
forte alta de 1,07% em relação ao fechamento
de R$ 1.679

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte alta de 1,07%,
atingindo R$ 1.705 frente
à R$ 1.687 do fechamento de
quarta-feira.

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Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 1,69150.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,32% para maio de 2008, queda de 0,28 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.