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SÃO PAULO – Em mais uma sessão de ganhos à renda variável doméstica, o dólar comercial dá seqüência à sua recente trajetória de desvalorização, caminhando para o terceiro fechamento consecutivo de queda frente ao real.
A quinta-feira (21) traz queda da divisa dos EUA frente às principais moedas de referência, como euro e iene. Retomada das commodities metálicas e energéticas, agenda com referências divergentes sobre a saúde da maior economia do mundo e renovação com as preocupações acerca das instituições financeiras norte-americanas pressionam o dólar em âmbito global.
A recente retomada da Bolsa brasileira estimula o ingresso de capital estrangeiro no País, o que também contribui com a apreciação do real frente ao dólar. Dados prévios do Banco Central divulgados na véspera mostram que o fluxo cambial financeiro apresentava superávit nos primeiros onze dias úteis do mês.
O calendário econômico doméstico trouxe os dados do balanço de pagamentos, que em julho deste ano foi superavitário em US$ 2,362 bilhões.
Cotações
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,6100 na compra e R$ 1,6120 na venda, baixa de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,8000 na venda, representando um ágio de 11,80% em relação ao dólar comercial.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.616,
baixa de 0,49% em relação ao fechamento
de R$ 1.624
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera
em baixa de 0,61%,
atingindo R$ 1.628 frente
a R$ 1.638 do fechamento de quarta-feira.