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SÃO PAULO – Mantendo a mesma tendência vista no último pregão da semana anterior, o dólar comercial fechou esta segunda-feira (14) apresentando forte queda de 0,85% – segunda consecutiva -, sendo cotado na venda a R$ 1,744. Sinais de otimismo emitidos por Dubai e Estados Unidos contribuíram para o clima de bom humor instaurado nos mercados.
No front interno, o Banco Central voltou a incrementar suas reservas internacionais ao realizar um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A captação ocorreu entre 14h58 e 14h58 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,748.
Declarações do presidente do BNDES
Ainda por aqui, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, falou sobre os impactos do câmbio valorizado na economia brasileira. Segundo Coutinho, o País precisa resistir a um “excesso de apreciação cambial” para não pagar uma conta muito alta no processo de ajuste das economias no pós-crise.
Ele também falou das consequências da introdução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em operações no mercado de renda fixa e variável do Brasil. “Havia gente apostando que o câmbio iria para R$ 1,60, mas a introdução do IOF quebrou essa expectativa e a taxa agora oscila mais perto de R$ 1,75”, disse Coutinho, afirmando também que a moeda norte-americana deve voltar a ganhar força, “e a pressão vai mudar de lado”.
Otimismo internacional
Sem eventos de peso na agenda norte-americana, as atenções dos investidores ficaram para o noticiário movimentado da sessão. Afastando a possibilidade de calote do Dubai World, autoridades dos EAU (Emirados Árabes Unidos) concederam US$ 10 bilhões para o Dubai Financial Support Fund, permitindo que o fundo de investimentos honre seus compromissos.
Já nos Estados Unidos, a expectativa é que o Citigroup levante US$ 20 bilhões no mercado para pagar os empréstimos obtidos por meio do Tarp (Troubled Assets Relief Program).
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Em virtude do clima de menor aversão ao risco que prevaleceu nos mercados, os preços das commodities avançaram nesta sessão, contribuindo para a trajetória negativa da moeda norte-americana frente a importantes divisas, como o euro, a libra esterlina, o franco suíço e o iene.
Balança comercial e Focus
Na agenda doméstica, as atenções ficaram com as novas projeções do mercado, medidas no relatório Focus. Destaque para as expectativas em torno do PIB (Produto Interno Bruto): após os dados decepcionantes da semana anterior, a mediana das projeções para este ano passou de crescimento de 0,21% para recuo de 0,26%.
Fechando os eventos internos, a balança comercial registrou na segunda semana de dezembro um saldo negativo de US$ 4 milhões. Contudo, o desempenho acumulado segue no azul, já que na semana anterior foi reportado um superávit de US$ 376 milhões.
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Dólar a R$ 1,744
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7420 na compra e R$ 1,7440
na venda, forte baixa de 0,85% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 6,77%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,51% em dezembro, frente
à queda de 0,34% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 25,37%.
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Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 1.748,
forte baixa em relação ao fechamento
de R$ 1.764
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em forte baixa,
atingindo R$ 1.758 frente
à R$ 1.775 do fechamento de
sexta-feira.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7405000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,78% para fevereiro de 2010, 0,02 ponto percentual acima do fechamento anterior.