Dólar comercial cai, mantendo tendência da última sessão

Com a agenda interna escassa, o mercado fica atento aos indicadores econômicos dos EUA e a ajuda financeira à Irlanda

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SÃO PAULO – Depois de fechar a sessão anterior em expressiva queda de 0,80%, o dólar comercial mantém a tendência e opera nesta quinta-feira (18) cotado a R$ 1,7140 na venda, baixa de 0,70%, com o mercado atento à agenda de indicadores norte-americanos e a ajuda à Irlanda.

Apesar da variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,70% neste mês de novembro, porém uma desvalorização de 1,50% desde o início do ano. 

EUA: economia, mercado de trabalho e indústria
Nesta quinta-feira, serão publicados nos EUA indicadores sobre a economia em geral (Leading Indicators), mercado de trabalho (Initial Claims) e atividade industrial (Philadelphia Fed Index).

Com os investidores acompanhando atentamente o ritmo de recuperação da economia norte-americana, esses novos dados podem trazer alguma volatilidade ao mercado. Vale lembrar que na sessão anterior, a divulgação de índices de inflação e números da indústria ficaram abaixo das projeções.

Ajuda à Irlanda
Enquanto representantes da União Européia, do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do BCE (Banco Central Europeu) viajam para a Irlanda nesta quinta-feira, o presidente do Banco Central irlandês, Patrick Honohan, disse em entrevista que espera que o país peça um empréstimo bilionário.

De acordo com Honohan, a aceitação serviria para mostrar que o país possui força o suficiente para lidar com as preocupações do mercado, restituindo a confiança dos investidores internacionais e dos parceiros da Europa. Ele afirmou ainda que a Irlanda pagaria uma taxa de juros próxima de 5%, termos similares àqueles do acordo de resgate da Grécia.

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Brasil
Com a agenda interna escassa, os investidores devem manter o foco no cenário externo, enquanto que os rumores sobre possíveis medidas adicionais para o mercado de câmbio por parte do Governo tenham perdido força.

Antes dada como certa pelos analistas, a possibilidade de que sejam promovidas novas ferramentas com o objetivo de conter o fortalecimento do real diminuiu, inclusive com o ministro da Fazenda Guido Mantega afastando, por enquanto, a necessidade disso.

Entretanto, os movimentos recentes na cotação das divisas continuam ressoando. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou na última quarta-feira que “a política do Federal Reserve de US$ 600 bilhões [estímulos quantitativos], no curto prazo, traz efeitos que aceleram a depreciação do dólar artificialmente e, portanto, deve ser condenada”.