Dólar comercial cai, com expectativa de manutenção da demanda por commodities

Anúncio da Vale favorece interpretação de que crise nos EUA não redundará em queda nos preços de matérias-primas

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém o movimento de queda na sessão desta segunda-feira (18). O reajuste no preço do minério de ferro anunciado pela Vale reforça perspectiva de manutenção da forte demanda por commodities e do ingresso de divisas por meio da exportação.

Com os mercados em Wall Street fechados por conta do feriado do Dia do Presidente, o anúncio do reajuste em 65% dos preços do minério vendido a siderúrgicas de Japão e Coréia surpreendeu positivamente os investidores.

Demanda aquecida x desaceleração

A elevação de preços demonstra que a demanda pelo minério de ferro continua aquecida, mesmo num cenário em que a economia dos EUA mostras sinais de desaceleração, com o temor de que isto diminua o ritmo da economia mundial.

Ademais, investidores repercutem os dados da balança comercial até 15 de fevereiro, quando foi registrado um superávit menor que o da pesquisa anterior. Contudo, mantém-se a expectativa pela agenda econômica do restante da semana, com divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve podendo sinalizar os próximos passos da instituição.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7390 na compra e R$ 1,7430 na venda, baixa de 0,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 1,9600 na venda, representando um ágio de 12,71% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em março está sendo cotado a R$ 1.744,
baixa de 0,74% em relação ao fechamento
de R$ 1.757
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em abril, por sua vez, opera
em forte baixa de 0,80%,
atingindo R$ 1.753 frente
a R$ 1.767 do fechamento de sexta-feira.