Dólar comercial cai 1,98% e atinge menor cotação desde 2 de outubro

Noticiário otimista acerca do setor financeiro dos EUA favoreceu queda; por aqui, BC realizou nova intervenção

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SÃO PAULO – O dólar comercial apresentou nesta terça-feira (19) a mesma trajetória de perdas vista na sessão anterior. Contudo, a desvalorização gradual da divisa norte-americana nesta sessão fez com que ela encerrasse o dia com queda de 1,98% e cotada a R$ 2,035, o menor patamar desde o dia 2 de outubro do ano passado – quando fechou valendo R$ 2,021.

O bom humor do mercado visto na sessão anterior foi mantido nesta terça-feira, favorecendo para a tendência negativa do dólar. Indicadores econômicos ruins nos EUA e uma nova intervenção do Banco Central brasileiro no mercado cambial se contrapuseram à predominante trajetória de baixa.

O Banco Central brasileiro realizou pela oitava vez consecutiva a compra de dólares em leilão no mercado à vista. A taxa aceita na operação foi de R$ 2,057, ocorrendo entre às 12h18 e às 12h28 (horário de Brasília). O dinheiro adquirido no leilão será destinado às reservas internacionais, atualmente em torno de US$ 203 bilhões.

Bancos mais uma vez sustentam otimismo

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O noticiário acerca do setor financeiro norte-americano contribuiu para a euforia dos investidores. Crescem as apostas de que as instituições financeiras se preparam para devolver os aportes ao governo. Destaque para os bancos JPMorgan, Goldman Sachs e Morgan Stanley, que pretendem quitar o quanto antes seus empréstimos, que giram em torno de US$ 45 bilhões, de acordo com informações de agências internacionais.

Contudo, os dois indicadores referentes ao setor imobiliário divulgados nos EUA vieram aquém do esperado no mês de abril. O Housing Starts apontou um número de casas em construção menor do que o projetado no anualizado do mês, enquanto o Building Permits reportou um total de permissões para construção civil bem abaixo das expectativas do mercado.

Cenário corporativo

No cenário corporativo da sessão, destaque para a fusão entre a Sadia e a Perdigão, que juntas criarão a indústria de alimentos BRF (Brasil Foods), que tem como principal objetivo elevar a competitividade global. O capital da empresa será dividido em 68% para a Perdigão e 32% para a Sadia. A BRF planeja oferta de R$ 4 bilhões em ações.

No âmbito externo, o setor automobilístico volta a ser notícia. À beira da concordata, a General Motors possui quatorze dias para concretizar seu plano de reestruturação, de acordo com o prazo dado pelo governo norte-americano. Ainda no setor, as alemãs Volkswagen e Porsche reafirmaram sua meta de fusão e afirmaram que vão trabalhar para que isso ocorra.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,0330 na compra e R$ 2,0350

na venda, forte baixa de 1,98% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 13,13%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 6,78% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 12,92%.

Dólar futuro na BM&F
também opera em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.040,
forte em relação ao fechamento
de R$ 2.078

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em baixa,
atingindo R$ 2.056 frente
à R$ 2.088 do fechamento de

ontem.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,0354000

FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,95% para julho de 2009, 0,18 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.

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