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SÃO PAULO – Mantendo-se no negativo por toda esta quarta-feira (25), o dólar comercial encerrou o dia com desvalorização de 0,34%, cotado a R$ 2,0363 na compra e R$ 2,0368 na venda, interrompendo uma sequência de três altas. Apesar do clima negativo que tomou conta do mercado, a moeda norte-americana corrigiu parte dos ganhos acumulados nos últimos dias.
Apesar desta queda, a divisa dos Estados Unidos ainda acumula valorização de 1,34% em julho, frente à baixa de 0,38% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda dos EUA já chega a 9,01%.
Entre as notícias que decepcionaram os investidores, destaque para a redução nas perspectivas de crescimento da China pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). De acordo com o fundo, o país deve ter um crescimento do seu PIB (Produto Interno Bruto) de 8% no ano. Antes, o órgão estimava uma elevação de 9,2%.
Nos EUA, o Departamento de Comércio norte-americano revelou que o mercado imobiliário do país vendeu menos casas novas do que o esperado para junho. O New Home Sales do mês registrou 350 mil novas residências, contra a média das projeções do mercado, de 373 mil. No mês anterior, o indicador havia apresentado 382 mil vendas, conforme dados revisados.
Indicadores europeus
Já na Europa, o mercado refletiu a contração de 0,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido entre abril e junho, enquanto pesquisa aponta que a região tem o maior risco de contágio da crise do euro. Enquanto isso, o instituto Ifo mostrou que a confiança do empresário alemão caiu em julho pelo terceiro mês consecutivo, de 105,2 em junho para 103,3 pontos agora. Ainda na Zona do Euro, o mercado teme também que a Espanha terá problemas para encontrar recursos até o final do ano.
Apesar do cenário negativo, as declarações do membro do BCE (Banco Central Europeu), Ewald Nowotny, aliviaram o mercado. Em entrevista à Bloomberg, Nowotny afirmou que o fundo permanente de resgate, conhecido por ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização), deveria obter uma licença bancária. Assim, ele poderia emprestar recursos diretamente a outros bancos.
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Dólar futuro e Ptax
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto segue cotado a R$ 2,037, valor inferior em relação ao fechamento de R$ 2,047 da última terça-feira (24). O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, atinge a marca de R$ 2,049 frente aos R$ 2,061 do fechamento de ontem.
Já o dólar Ptax, que referencia os contratos futuros na BM&FBovespa, fechou a R$ 2,0403, queda de 0,07% sobre a cotação de anterior.