Dólar comercial avançou 11,21% em maio, maior alta desde setembro de 2002

Nesta quarta-feira, a divulgação da ata do Fomc motivou aceleração dos ganhos nos minutos finais da sessão

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SÃO PAULO – Em uma sessão de notícias importantes para o cenário econômico brasileiro, o dólar comercial demonstrou instabilidade e fechou em leve alta, mantendo-se acima dos R$ 2,30.

Com esta elevação, a moeda norte-americana encerra o mês de maio com alta acumulada de 11,21%, sua maior variação mensal desde setembro de 2002.

Nesta quarta-feira, a aceleração da divisa no final do pregão deveu-se à divulgação da ata do Fomc, na qual os membros do comitê mostraram-se quase tão incertos quanto o próprio mercado em relação à necessidade de mais uma elevação na taxa básica de juro norte-americana.

Copom sai nesta quarta-feira

Internamente, a expectativa maior gira em torno do anúncio da Selic, marcado para o início da noite. A principal aposta é de que o Copom (Comitê de Política Monetária) diminua o ritmo de cortes na taxa e promova um ajuste de 0,50 ponto percentual no juro.

Vale ainda observar que, nesta quarta-feira, o Banco Central realizou o segundo leilão consecutivo de swap cambial, tendo vendido a totalidade dos oito mil contratos oferecidos, em uma operação que movimentou cerca de US$ 399 milhões.

Dólar fecha em alta

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3190 na compra e R$ 2,3220

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na venda, alta de 0,52% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3840, representando um ágio de 2,80%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 11,21% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,04%.

Dólar futuro na BM&F

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.299,
baixa de 0,48% em relação ao fechamento
de R$ 2.310

da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em alta de 0,43%,
atingindo R$ 2.345 frente
à R$ 2.335 do fechamento de
terça-feira.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,3220.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,10% para agosto de 2006, queda de 0,07 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.