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SÃO PAULO – Em uma sessão sem a intervenção do Banco Central, o dólar comercial encerrou a quinta-feira em forte alta de quase 1%, tendo operado na casa dos R$ 2,30 em sua máxima do dia, acumulando a quinta valorização consecutiva.
Depois de um jejum de quase três meses, o BC voltou a atuar no mercado de câmbio na última segunda-feira, tendo comprado dólares também nas duas sessões seguintes, o que alimentou especulações de que a autoridade monetária pudesse atuar nesta quinta-feira.
Cenário externo piora
Outro fator que teve forte influência na valorização da moeda norte-americana nesta quinta-feira foi a piora do cenário externo, com a expectativa de que o Fed possa acelerar o ritmo de elevação da taxa básica de juros dos Estados Unidos.
A hipótese foi levantada após a declaração do presidente do Federal Reserve de Dallas, Robert Fisher, que revelou que os núcleos de inflação no país não dão sinais de alívio, dirigindo-se ao topo da tolerância da autoridade monetária.
Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2900 na compra e R$ 2,2910
na venda, forte alta de 0,97% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5230, representando um ágio de 10,17%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 2,92% em outubro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 13,64%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.315,
forte alta de 1,05% em relação ao fechamento
de R$ 2.291
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da última quarta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,06%,
atingindo R$ 2.338 frente
à R$ 2.314 do fechamento de
quarta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,50% para dezembro de 2005, com queda 0,25 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,75%, com queda de 0,11 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.