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SÃO PAULO – Com o aprofundamento da crise nos mercados emergentes nesta segunda-feira, o dólar comercial encerrou a sessão em forte alta de mais de 3,5%, em sua maior alta percentual em três anos.
O movimento do mercado brasileiro é justificado pelo aumento do grau de aversão ao risco no cenário externo, diante da possibilidade de novas altas do juro básico nos EUA.
O temor de que o Fomc possa estender o ciclo de aperto monetário ganhou força após Rodrigo Rato, diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), afirmar que novos ajustes para cima na Fed Funds Rate devem ocorrer.
Mudanças no regime cambial?
Além do quadro externo, contribuiu para o movimento da moeda norte-americana nesta segunda-feira a expectativa de alteração no regime cambial brasileiro, com a possível adoção de medidas favoráveis a exportadores.
Dólar fecha em forte alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2870 na compra e R$ 2,2900
na venda, forte alta de 3,67% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2830, representando um deságio de 0,17%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 9,67% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,42%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.297,
forte alta de 3,70% em relação ao fechamento
de R$ 2.215
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da última sexta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte alta de 3,43%,
atingindo R$ 2.310 frente
à R$ 2.234 do fechamento de
sexta-feira.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,3000.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,05% para julho de 2006, queda de 0,09 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior.