Dólar comercial atinge R$ 3,95, em mais um dia de pânico no mercado

Divulgação de novas pesquisas eleitorais trazem bastante pessimismo; risco-país dispara e C-Bond recua mais de 3%

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SÃO PAULO – O dólar comercial segue batendo novos recordes do Plano Real e opera cotado a R$ 3,939 na compra e R$ 3,950 na venda, em forte alta de 1,94% em relação ao fechamento da última sexta-feira. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
3,600, representando um deságio de 8,61%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 31,27% em setembro, frente
a baixa de 13,41% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 70,63%.

Dólar é duplamente pressionado

O mercado financeiro vive mais um dia de pânico nesta segunda-feira, a uma semana da realização do primeiro turno das eleições, avaliando o resultado de duas novas pesquisas eleitorais, que indicaram novo avanço de Lula, aumentando assim a possibilidade de o petista ser eleito presidente ainda no primeiro turno. Caso haja um segundo turno, o mercado também segue receoso, visto que a taxa de rejeição do candidato do PSDB, José Serra, aumentou mais um ponto percentual, atingindo 35%, a mais alta dentre os demais candidatos, segundo a pesquisa do Datafolha.
Com isso, os juros futuros na BM&F seguem abrindo taxas, enquanto o risco-país dispara 70 pontos e aproxima-se dos 2.500 pontos. No sentido contrário, a Bovespa opera em forte baixa e o C-Bond, principal título da dívida externa brasileira negociado no exterior, desaba 3,60%.
Nesta segunda-feira, o dólar pode manter-se duplamente pressionado, não somente em função da divulgação de novas pesquisas eleitorais, mas também porque o valor da Ptax de hoje será utilizado para liqüidação da dívida de US$ 1,25 bilhão em títulos e swaps cambiais que vencem amanhã, assim como para o ajuste de posições do vencimento de contratos futuros de câmbio negociados na BM&F.

Superávit comercial no mês atinge US$ 7,727 bilhões

Na quarta semana de setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 489 milhões, como resultado de exportações da ordem de US$ 1,460 bilhão e importações de US$ 971 milhões. Com isso, o acumulado no ano atinge US$ 7,727 bilhões, devido aos US$ 43,204 bilhões que ingressaram no país fruto de exportações e aos US$ 35,477 bilhões destinados ao exterior para pagamento importações.

Dólar futuro na BM&F
também opera em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
opera cotado a R$ 3.944,
forte alta de 2,23% em relação ao fechamento
de R$ 3.858
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, opera em forte alta de 2,62%,
atingindo R$ 3.874 frente
a R$ 3.775 do fechamento de
sexta-feira.

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