Dólar comercial amplia desvalorização pela tarde, cotado próximo a R$ 2,23

Aprovação do plano de ajuda no G-20 eleva otimismo; indicadores internos e externos são analisados pelo mercado

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SÃO PAULO – O bom humor vivido pelo mercado nesta quinta-feira (2) com a aprovação do plano de ajuda de US$ 1,1 trilhão na reunião do G-20 continua refletindo sobre o dólar comercial, que segue operando em forte queda frente ao real. O cenário de maior apetite pelo risco é percebido ainda pela alta valorização vista nas principais bolsas de valores do mundo.

Nos EUA, foi divulgado pelo Departamento de Comércio um aumento de 1,8% no volume de encomendas industriais durante o mês de janeiro, surpreendendo o mercado, que espera alta de 1,5%. Na Europa, destaque para o corte em 25 pontos-base na taxa básico de juro da Zona do Euro, que foi ao patamar de 1,25% ao ano. A projeção do mercado era de 50 pontos-base de retração.

No Brasil, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor – Fipe) apontou inflação de 0,40% na quarta prévia de março, 0,13 ponto percentual acima do acumulado em fevereiro e 0,11 acima do mostrado na consulta anterior.

Importante destacar que na próxima sessão o Banco Central realizará leilão em moeda estrangeira para instituições bancárias. Podem participar da operação empresas ou bancos com dívidas externas em dólar. A taxa de câmbio a ser utilizada para a venda de dólares por parte do BC será divulgada às 11h00 (horário de Brasília). O montante máximo do leilão é de US$ 2 bilhões, sendo a permissão mínima a ser adquirida por cada instituição de 5% desse total e o máximo, 30%.

Confira algumas cotações do dólar

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2310 na compra e R$ 2,2330 na venda, forte baixa de 2,06% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,4500 na venda, representando um ágio de 9,82% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio está sendo cotado a R$ 2.242,
forte baixa de 2,01% em relação ao fechamento
de R$ 2.288
da última quarta-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, opera
em forte baixa de 1,91%,
atingindo R$ 2.261 frente
a R$ 2.305 do fechamento de quarta-feira.