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SÃO PAULO – O dólar comercial amenizou suas perdas no final desta quarta-feira (20) e fechou em queda de 0,49%, sendo cotado a R$ 2,025, terceira desvalorização seguida da divisa frente ao real, renovando assim a sua menor cotação desde o dia 2 de outubro, quando encerrou valendo R$ 2,021.
As perdas da moeda apresentadas durante toda a sessão foram favorecidas pelo bom humor presente no mercado entre a manhã e o início da tarde, que repercutiu bem o noticiário corporativo. Contudo, as reduções nas projeções vistas na ata do Federal Reserve e a nova intervenção do Banco Central brasileiro no mercado cambial fortaleceram o dólar no final da sessão.
Durante a tarde, foi divulgada a ata do Federal Reserve referente à reunião realizada em 28 e 29 de abril, quando o colegiado decidiu manter a taxa de juro entre 0% e 0,25% ao ano. O documento revelou a revisão de diversas projeções para a economia do país, com destaque para o PIB (Produto Interno Bruto), que deverá cair entre 1,3% e 2% nesse ano. As estimativas mais pessimistas do Fed foram responsáveis pela piora do cenário no fim da sessão.
No cenário corporativo, foram bem recebidas pelos investidores as notícias acerca do Bank of America e da General Motors. Enquanto o banco anunciou ter captado US$ 13,47 bilhões em uma oferta pública de ações, a montadora confirmou três propostas de compra para a Opel, sua subsidiária na Europa.
Compra de dólares pelo BC e fluxo cambial
A moeda norte-americana, que apresentou queda durante toda sessão, viu suas perdas serem amenizadas após a nona compra de dólares consecutiva do Banco Central em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 2,0188 e a operação teve início às 15h17 e terminou às 15h27 (horário de Brasília).
Ainda por aqui, o fluxo cambial apresentou um saldo positivo de US$ 2,059 bilhões no acumulado dos dez primeiros dias úteis de maio, diminuindo seu déficit anual para US$ 516 milhões.
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Brasil pode se tornar investment grade
Ainda na sessão, a agência de classificação de risco Moody’s declarou em teleconferência que o Brasil é um potencial candidato a ter uma elevação em seu rating. Vale lembrar que o Moody’s mantém o Brasil um degrau abaixo do investment grade – diferente da Standard & Poor’s e a Fitch Ratings, que concederam tal classificação ao País no ano passado.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0230 na compra e R$ 2,0250
na venda, baixa de 0,49% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 13,69%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 7,24% em maio, frente
à baixa de 5,58% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 13,35%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
encerrou o dia cotado a R$ 2.034,
baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.046
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em baixa,
atingindo R$ 2.049 frente
à R$ 2.059 do fechamento de
ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,0270000
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FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,10% para julho de 2009, 0,15 ponto percentual acima do fechamento anterior.