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SÃO PAULO – Amenizando a forte alta vista na abertura, o dólar comercial opera nesta quarta-feira (16) pós feriado em alta de 0,42%, cotado a R$ 1,7755 na venda. No começo do dia, a moeda norte-americana chegou a valer mais de R$ 1,78, mostrando alta de 0,91% na sua máxima do intraday.
Segundo o operador de câmbio da InterBolsa Brasil, Ovídio Soares, o mercado é quase unânime em olhar para a Europa e para os novos países que entram na ciranda da crise, “os problemas são os mesmos da Grécia, apenas se discutindo o tamanho e a pressão que causam” explica Soares. Para ele, o movimento de alta do dólar é natural e está relacionado ao forte clima de incertezas políticas e econômicas vivido no velho continente.
No mercado de câmbio internacional, o dólar ganha força diante do euro (+0,17%), da libra (+0,32%) e do franco suíço (+0,44%). Somente diante do iene a divisa recua (-0,05%).
Noticiário
Nesta manhã, o economista e ex-comissário europeu Mario Monti, 68 anos, aceitou oficialmente o cargo de primeiro-ministro da Itália nesta quarta-feira (16), substituindo Silvio Berlusconi, que renunciou no último sábado (12).
Seu governo tem a árdua tarefa de enfrentar a crise que levou o país à beira de um desastre econômico, com níveis de endividamento insustentáveis, comprometendo toda Zona do Euro. O político também assumirá o Ministério da Economia e prometeu lançar nesta quinta-feira (17) um novo programa de reformas econômicas.
Por sua vez, na Grécia, o novo primeiro-ministro, Lucas Papademos, enfrenta o voto de confiança no Parlamento, onde busca máxima aprovação para consolidar o novo governo grego.
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Front doméstico em segundo plano
“Por aqui, somente a inflação tem o poder de mudar os mercados” explica Soares. Conforme o especialista, como estes indicadores vêm se apresentando em linha com o que o mercado espera não há, neste momento, fatores internos que afetem a moeda, “A inflação está alta, mas mostra-se estável. Existe uma tranquilidade neste sentido e uma calmaria por conta disso, até o momento”, explica o analista.
Indicadores
Na agenda de indicadores desta quarta-feira, no cenário doméstico os investidores acompanhou a divulgação feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que marcou inflação de 0,38% na segunda semana de novembro.
Nos Estados Unidos, foi revelado o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, registrou deflação de 0,1% em outubro. Por sua vez, o Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia, teve avanço de 0,1%, em linha com as projeções do mercado.
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Também por lá, os investidores acompanharam os dados do setor industrial, com o Industrial Production, que marcou alta de 0,7% em outubro, resultado acima das projeções do mercado, de avanço de 0,4%. O Capacity Utilization, que mede a capacidade utilizada, atingiu 77,8%, resultado 0,1 ponto percentual superior às expectativas de mercado.