Dólar comercial acentua perdas nesta tarde e já opera cotado a R$ 1,69

Mesmo com aprovação do pacote de ajuda à Europa, investidores esperam por detalhes do novo plano, diz especialista

Publicidade

SÃO PAULO – Consolidando as perdas nesta tarde, o dólar comercial opera nesta sexta-feira (28) a R$ 1,692 na venda, desvalorização de 0,97%. A divisa norte-americana segue acompanhando o aumento do bom humor internacional, apesar do dia inspirar maior cautela.

“Na Europa, tudo combinado e nada ainda resolvido e, neste momento, muita euforia, o que daqui a pouco poderá levar as inconsistências”, diz o economista e diretor da NGO Corretora de câmbio, Sidnei Nehme.

Segundo ele, a aprovação do pacote de ajuda às economias europeias constitui em melhora do cenário crítico europeu, mas torna-se importante para os mercados conhecer o detalhamento do plano, para avaliar sua viabilização, e, até mesmo suficiência, já que há muitas dúvidas sobre a efetiva dimensão da demanda de recursos.

“No mercado de câmbio o preço da moeda americana segue a trajetória que prevíamos, ou seja, atingir o entorno de R$ 1,70, e, a partir deste patamar evidenciar volatilidade decorrente da presença de demanda reprimida que estava aguardando este nível de taxa. Assim, o preço do dólar tende a ficar oscilando já que a demanda cautelosa promoverá este comportamento”, avalia Nehme.

No câmbio internacional o dólar divide posições perdendo espaço para a libra (-0,14%) e para iene (-0,36%), mas avançando em relação ao euro (+0,05%) e o franco suíço (+0,34%).

Leilão do BC ajuda na queda
O Banco Central fez nesta manhã um leilão de swap cambial, que consiste na venda de dólar no mercado futuro pela autoridade monetária. De acordo com a instituição, foram ofertados 30 mil contratos distribuídos, mas somente 16 mil foram vendidos, totalizando US$ 791,2 milhões.

Continua depois da publicidade

Indicadores
Na agenda desta sexta-feira (28), os investidores acompanham o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da FGV (Fundação Getulio Vargas), que apontou inflação de 0,53% em outubro.

Nos Estados Unidos, o Personal Income, avaliação da renda individual dos cidadãos norte-americanos,registrou alta de 0,1% contra projeção de avanço de 0,3%. Já o Personal Spending, relatório referente aos gastos dos consumidores norte-americanos com bens e serviços, avançou 0,6% em setembro.

Ainda nos EUA, foi publicado o Núcleo do PCE, registrou estabilidade no mês de setembro, ficando abaixo das estimativas do mercado, de alta de 0,1%. O Departamento de Trabalho norte-americano reportou o Employment Cost Index, que mede o custo da mão-de-obra, que registrou alta de 0,3%, contra a projeção de 0,6%.

Continua depois da publicidade

Por fim, o Michigan Sentiment, índice que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, apontou 60,9 pontos, resultado superior às expectativas do mercado.