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SÃO PAULO – Após tentar passar ao campo positivo no início da tarde, o dólar comercial voltou a registrar a desvalorização vista durante a manhã e fechou esta quinta-feira (29) com queda de 0,56%, sendo cotado na venda a R$ 1,761. Esse recuo foi suficiente para praticamente compensar os ganhos acumulados nas últimas três sessões – agora, a moeda acumula leve alta de 0,06% na semana.
A piora vista no humor dos mercados durante a tarde contribuiu para que a divisa norte-americana ganhasse forças, beirando a estabilidade por volta das 13h00 (horário de Brasília). Contudo, a partir daí, a queda voltou a ser predominante, trazendo de volta as cotações do dólar para os níveis observados durante a manhã.
No front doméstico, além da nova intervenção do Banco Central no mercado cambial à vista por meio de um leilão de compra de dólares – a operação ocorreu entre as 15h27 e as 15h37, com taxa de R$ 1,7652 –, também teve destaque a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), ressaltando que são “decrescentes os riscos para a consolidação de um cenário inflacionário benigno”.
Bons indicadores, resultados nem tanto
Já no cenário internacional, a pauta econômica veio repleta de referências positivas. Na Europa, enquanto a confiança do consumidor na economia em julho atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos, o número de desempregados na Alemanha em junho caiu para menor patamar desde novembro de 2008. Já nos EUA, o número de pedidos de auxílio-desemprego veio abaixo do esperado.
Contudo, no plano corporativo, o cenário não foi tão bom assim. Se por um lado os resultados de Motorola, Exxon Mobil, Shell e Moody’s superaram as projeções do mercado, por outro lado a Bunge reduziu sua projeção de ganhos para este ano, a Thomson Reuters reportou queda em seu lucro trimestral e a Colgate-Palmolive revelou vendas abaixo do esperado.
Dólar a R$ 1,761
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7590 na compra e R$ 1,7610 na venda, baixa de 0,56% em relação ao fechamento anterior.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,38% em julho, frente à baixa de 0,93% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,14%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.762, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.771 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, também fechou em baixa, atingindo R$ 1.775 frente à R$ 1.782 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7610000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,88 para outubro de 2010, 0,32 ponto percentual abaixo do que registrado no fechamento anterior.