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SÃO PAULO – Ampliando seus ganhos durante a tarde, o dólar comercial encerrou esta quarta-feira (10) com valorização de 0,77%, sendo cotado a R$ 1,712 na venda. Em meio ao aguardo pela reunião do G-20, a divisa norte-americana conseguiu chegar ao seu quarto dia sem fechamento negativo – nas outras três sessões, a moeda teve uma alta e dois fechamentos estáveis -, acumulando ganhos de cerca de 2% na semana.
Sobre o encontro do G-20, que terá início na próxima quinta-feira (11) em Seul, na Coreia do Sul, vale a pena destacar as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que declarou ser favorável à substituição do dólar como moeda de reserva e nas transações internacionais. Mantega disse que o ideal é definir uma nova ordem no sistema financeiro internacional a partir da multimoeda. Como exemplo, o ministro citou o direito especial de saque, que é usado nas transações do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Embora nas declarações os participantes afirmem que o objetivo é chegar a um acordo que possibilite uma ação coordenada para reduzir os problemas que diversos países enfrentam atualmente com as cotações de suas moedas, na prática o consenso é de que a chance disso ocorrer é pequena.
Intervenções do BC
O Banco Central manteve ativa sua rotina de intervenções no mercado cambial, comprando dólares via leilão por duas vezes nesta quarta-feira. A primeira aquisição ocorreu por volta das 12h20 (horário de Brasília), tendo uma taxa aceita em R$ 1,7023. A segunda compra de dólares teve início às 15h37 e terminou às 15h42, com taxa corte em R$ 1,7111.
Referências internacionais
Na agenda de indicadores norte-americanos, o Initial Claims mostrou que o número de pedidos de auxílio-desemprego caiu mais do que o esperado na última semana, indo de 459 mil para 435 mil novos pedidos – as projeções apontavam para 450 mil ordens. Ainda por lá, o déficit da balança comercial diminuiu mais do que previam os analistas na passagem de agosto para setembro, ficando em US$ 44 bilhões.
Se a pauta econômica dos Estados Unidos mostrou-se favorável, o mesmo não pode ser dito na Europa. Por lá, o Relatório Trimestral de Inflação do Reino Unido mostrou uma alta de 3,1% no índice de preços britânico em setembro. A previsão é que o indicador permaneça acima da meta de 2% durante 2011. Aliado a isso, resultados negativos de importantes companhias do velho continente, como Natixis e Allianz SE, contaminaram os mercados da região.
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Dólar a R$ 1,712
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7100 na compra e R$ 1,7120 na venda, significativa alta de 0,77% em relação ao fechamento anterior. Com esta alta, o dólar acumula valorização de 0,53% em novembro, frente à alta de 0,65% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,68%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro segue cotado a R$ 1.717, alta em relação ao fechamento de R$ 1.708 da última terça-feira. O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7105000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,36 para janeiro de 2011, 0,09 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.