Dólar comercial acelera queda, com mercado de trabalho dos EUA em foco

Mercado de câmbio reflete fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano e dólar acelera queda

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SÃO PAULO – O dólar comercial acelerou a queda apresentada, com o petróleo sustentando-se em um patamar inferior e o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) apresentando desaceleração em relação ao mês anterior. A aceleração da queda deveu-se, basicamente, à divulgação do Relatório do Emprego, nos EUA.

O crescimento dos estoques de petróleo e derivados fez com que a commodity caísse quase 12% somente nas duas sessões anteriores. Dessa maneira, reduzem-se os temores de pressões inflacionárias tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e, portanto, também reduzem-se os temores de maiores elevações na taxa básica de juro de ambos.

Neste sentido, no que se refere à política monetária norte-americana, o mercado acredita que reduziram-se as chances de que o ritmo gradual de elevações na taxa de juro daquele país seja abandonado, pois o nonfarm payrolls revelou a criação de somente 112 mil novos empregos, enquanto o mercado esperava a criação de 200 mil empregos em novembro.

Dólar comercial acelera queda

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,7000 na compra e R$ 2,7050
na venda, forte baixa de 1,02% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,55%
neste mês de dezembro e uma desvalorização de 6,79% desde o início do ano.

Dólar paralelo sobe para R$ 3,0120

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
3,0120, representando um ágio de 11,56%
em relação ao dólar comercial.