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SÃO PAULO – Apesar da aceleração da inflação e da possibilidade de atuação do BC, o dólar comercial abriu em queda nesta segunda-feira, refletindo os ingresso de capital externo no país, com um cenário favorecido pelo alto patamar das taxas de juros internas.
Segundo o relatório Focus desta semana, o mercado manteve suas projeções para um corte de 50 pontos base na Selic em novembro, esperando que autoridade monetária passe o juro básico para 18,50% ao ano.
Além disso, analistas acreditam que a alta nos juros de médio e longo prazo nos Estados Unidos, não deverá causar grandes impactos sobre o ingresso de recursos no Brasil no curto prazo.
Fatores que podem impulsionar
Vale colocar que o mercado também deverá analisar o resultado da balança comercial na primeira semana de novembro, e por outro lado, diante da possibilidade intervenções por parte do Banco Central, a moeda norte-americana poderá ter sua cotação impulsionada.
No mesmo sentido, a aceleração da inflação, com alta de 0,63% de acordo com IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de outubro, frente à uma deflação de 0,13% em setembro e acima da alta de 0,59% projeta pelo mercado, também poderá influenciar as negociações.
Moeda abre em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2050 na compra e R$ 2,2060
na venda, baixa de 0,32% em relação ao fechamento anterior.
Com a
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra queda de 2,09%
neste mês de novembro e uma desvalorização de 16,85% desde o início do ano.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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