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SÃO PAULO – Após fechar em alta na véspera e com pouco volume negociado, devido ao feriado em São Paulo, o dólar comercial abre a jornada desta quinta-feira (26) em queda de 1,36%, cotado a R$ 1,737.
A diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, enfatiza que no câmbio doméstico, as cotações devem seguir os movimentos externos, o que pode causar oscilações na moeda norte-americana, em um patamar de R$ 1,75 ou até abaixo.
De acordo com Miriam, uma valorização mais expressiva do real ante o dólar deve ser contida pela possiblidade de atuações mais agressivas do Banco Central para segurar as cotações.
Ata do Copom sinaliza novos ajustes
Nesta manhã, o Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou a ata da sua última reunião, que aconteceu em 18 de janeiro de 2012, quando reduziu a Selic em 50 pontos-base, para 10,50% ao ano. A autoridade monetária afirma no documento que o cenário de referência considera a taxa de câmbio em R$ 1,80/US$ e a taxa Selic em 11,00% ao ano.
“Nesse cenário, a projeção para a inflação de 2012 reduziu-se em relação ao valor considerado na reunião do Copom de novembro e encontra-se ao redor do valor central de 4,5% para a meta fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)”, pondera a ata. Para 2013, a projeção de inflação encontra-se ao redor do valor central da meta no cenário de referência e acima no de mercado.
Na agenda de indicadores, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), divulgado nesta quinta-feira (26) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), apontou variação positiva dos preços de 0,68% na terceira medição do ano.
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Cena externa
Já no front externo, na véspera o Fomc (Federal Open Market Committee) decidiu por estender a promessa de juros historicamente baixos até os últimos meses de 2014. Assim, o Federal Reserve decide por manter a taxa de juro entre 0% a 0,25% ao ano.
Enquanto isso, na Europa, os credores privados da Grécia, retomam à mesa de negociação nesta quinta-feira dispostos a reduzir os juros exigidos para os novos bônus emitidos na reestruturação da dívida grega. A informação é da imprensa local, que diz ser provável que a nova oferta fique abaixo dos 4%, como querem a Zona do Euro e o FMI (Fundo Monetário Internacional).
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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