Dólar comercial abre em queda com movimento de ajuste e menor inflação

O mercado avalia a desaceleração da inflação e aproveita a última alta para rever suas posições

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SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em queda refletindo um movimento de ajuste após a moeda fechar em forte alta na última sessão. Além disso, os investidores avaliam a desaceleração da inflação revelada pelos últimos indicadores, e aguardam os resultados da balança comercial da terceira semana de outubro.

A FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou os resultados referentes à segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) de novembro, que apontou uma inflação de 0,25%, forte desaceleração em relação à medição do mesmo período de outubro, quando o indicador apurou uma alta de 0,61% nos preços.

Quanto ao fluxo comercial, os investidores esperam que o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgue os dados referentes a balança comercial na terceira semana do mês, e para o ano. Segundo o relatório Focus desta semana, o mercado projeta um saldo positivo de US$ 42,40 bilhões para este ano.

Mercado observa o Banco Central

Vale colocar que a edição desta segunda-feira do relatório Focus do Banco Central também revelou que o mercado manteve sua projeção de corte de 50 pontos base para o juro básico na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorre nesta semana.

Além disso, diante das freqüentes atuações da autoridade monetária no mercado de câmbio, o mercado opera atento à possibilidade de mais intervenções por parte do Banco Central, que tem realizado leilões diretos de compra de dólares, e também já retomou as operações com swap reverso, suspensas desde março deste ano, impulsionando a cotação da moeda norte-americana.

Dólar abre em queda

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2200 na compra e R$ 2,2210
na venda, baixa de 0,40% em relação ao fechamento anterior.

Com a
variação desta segunda-feira, a moeda norte-americana registra queda de 1,42%
neste mês de novembro e uma desvalorização de 16,28% desde o início do ano.