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SÃO PAULO – O dólar comercial abriu em queda com o mercado observando a forte entrada de capital estrangeiro no país. Os investidores avaliam as perspectivas para a taxa de juros norte-americana e seguem atentos à possibilidade de intervenção do Banco Central. Os dados do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) também são analisados.
Com um cenário ainda favorável a captação de recursos no exterior, dadas as atrativa taxas de juros internas e o baixo risco país, as empresas do setor privado deverão seguir com suas emissões, o que pressiona a cotação da moeda.
Vale colocar que o mercado também deverá operar atento à possibilidade de uma nova intervenção por parte do Banco Central, que já realizou mais um leilão de compra da moeda no mercado na última quinta-feira, mesmo com o real em depreciação.
Mercado analisa inflação
A FGV divulgou nesta sexta-feira os dados referente a primeira prévia do mês de outubro para o IGP-M, que revelaram uma variação positiva de 0,25% nos preços no período.
Vale lembrar que na medição realizada no mesmo período de setembro, o indicador revelou queda de 0,56%, o que mostra o um movimento de forte acelereração dos preços.
Inflação dos EUA
Além disso, o mercado avalia as possibilidades para o próximo aumento da taxa básica de juro dos EUA, já que a pressão inflacionária que a economia norte-americana enfrenta aumenta as especulações sobre um aumento superior a 0,25 ponto percentual.
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Nesta sexta-feira foram divulgados os dados do índice que mede os preços ao consumidor dos EUA, que revelou uma inflação de 1,2%, acima das expectativas do mercado que projetava uma variação positiva de 0,9%.
Entretanto, para o núcleo do índice de preços, que exclui os itens mais voláteis como energia e alimentação, a variação foi de 0,1%, abaixo da inflação de 0,2% que o mercado projetava.
Dólar em queda
O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2450 na compra e R$ 2,2480
na venda, baixa de 0,40% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra alta de 0,99%
neste mês de outubro, porém uma desvalorização de 15,27% desde o início do ano.