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SÃO PAULO – Seguindo a trajetória ascendente verificada na última terça-feira, o dólar comercial iniciou as negociações desta quarta-feira em leve alta, com os investidores buscando um patamar de acomodação para a moeda norte-americana. Além disso, o mercado avalia a divulgação dos últimos índices de inflação, que confirmaram a desaceleração da alta dos preços. Além disso, o mercado segue otimista frente à entrada de mais dólares com as captações de empresas brasileiras no exterior na última terça-feira. A Petrobras fechou ontem a captação de US$ 550 milhões em títulos garantidos pelas receitas de exportação de óleo combustível da empresa. Com isso, o dólar comercial opera em leve alta de 0,14%, sendo cotado a R$ 2,890 na compra e R$ 2,896 na venda.
Mercado aposta em corte dos juros
Nesse sentido, o IGP-DI referente ao mês de abril apurou variação positiva de 0,41% , bastante abaixo das expectativas do mercado, que apontavam uma variação de 0,80%, de acordo com relatório Focus do Banco Central, confirmando a menor alta dos preços, a exemplo das sinalizações fornecidas pelos resultados do IPCA para abril, e das primeiras prévias para maio do IGP-M e IPC (Fipe).
Com isso, crescem as expectativas de corte de juros já na próxima reunião do Copom, marcada para os dias 20 e 21 deste mês. Na última terça-feira, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que o risco de descontrole da inflação está descartado, mas o governo continuará balizando suas políticas monetárias para manter a desaceleração dos preços.
Novas captações
A demanda pelos papéis, com vencimento em 12 anos, chegou a US$ 1,5 bilhão. Na mesma direção, o Itaú conseguiu US$ 150 milhões em euronotes de vencimento de 18 meses, três vezes o valor de US$ 50 milhões inicialmente lançado.Dólar opera em leve alta
Apesar da
variação desta quarta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,69%
neste mês de maio e uma desvalorização de 18,43% desde o início do ano.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$
3,0290, representando ágio de 4,81% em relação ao dólar comercial.