Dólar comercial abre em forte queda, com guerra e declarações do governo

Dólar rompe patamar dos R$ 3,20, com avanço das tropas aliadas em Bagdá; governo descarta intervenção no câmbio

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SÃO PAULO – O dólar comercial mantém a trajetória de baixa verificada na última semana e iniciou as negociações desta segunda-feira em acentuada queda, refletindo a movimentação das tropas no Iraque e as declarações do governo.
Aliados entram em Bagdá

As últimas notícias do front de guerra dão conta de que soldados anglo-americanos teriam invadido Bagdá, onde capturaram dois dos principais palácios presidenciais de Saddam Hussein, e fecharam as principais saídas da cidade. No entanto, Mohammed Saeed al-Sahhaf, ministro da Informação iraquiano, nega a possibilidade de os aliados terem invadido a cidade.
A invasão foi corroborada pela veiculação de imagens televisivas, com soldados anglo-americanos caminhando dentro do palácio de Saddam. As tropas aliadas também teriam tomado definitivamente o principal aeroporto de Bagdá, onde um transportador norte-americano teria aterrissado, com sete mil soldados para reforçar a segurança da capital.
Além disso, os soldados britânicos teriam encontrado o corpo de Ali Hassan al-Majid, um dos principais homens de Saddam, responsável pelo uso de armas químicas contra os curdos em 1988. Al-Majid deve ter sido morto provavelmente após ataque ao prédio do partido Ba’ath, de Saddam Hussein.
Finalmente, ao sul do país, tropas britânicas parecem ter conseguido controlar a cidade de Basra, enquanto a sudoeste de Bagdá, os norte-americanos teriam tomado Karbala.
Palocci e Meirelles descartam intervenção no câmbio

Também contribui com a queda do dólar as últimas declarações do governo. Nesse sentido, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, discursou na Bovespa na última sexta-feira, após o encerramento do pregão, quando descartou qualquer possibilidade de o governo intervir no câmbio de forma a minimizar a queda do dólar frente ao real. Palocci ainda afirmou que, caso o dólar seja cotado abaixo de R$ 3,20, a taxa de câmbio ainda não seria prejudicial às exportações.
Na mesma direção, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que a instituição não trabalha com metas para taxa de câmbio ou juros, apenas para o comportamento da inflação, sinalizando também ser contra a uma intervenção no câmbio no sentido de frear a apreciação do real frente ao dólar.

Dólar rompe patamar de R$ 3,20

Com isso, o dólar comercial opera em forte baixa de 0,93%, sendo cotado a R$ 3,193. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,337, representando ágio de 4,32% em relação ao dólar comercial.


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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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