Dólar comercial abre em forte baixa, com maior otimismo no mercado

Prévias de março do IGP-M e IPC surpreendem positivamente mercado; captações externas também derrubam dólar

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SÃO PAULO – O dólar comercial iniciou as negociações desta quinta-feira em forte baixa, com o maior otimismo do mercado, evidenciado pela divulgação de índices de inflação e pela maior liqüidez, após anúncio de captações externas.
IPC e IGP-M surpreendem

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou inflação de 1,20% na primeira prévia de março, abaixo dos 1,61% apurados em fevereiro e dos 2,23% contabilizados na primeira quadrissemana de fevereiro.
Desta forma, a inflação medida em São Paulo volta a sinalizar desaceleração, assim como evidenciado na última quarta-feira, quando a primeira prévia do IGP-M para este mês acusou variação positiva de 0,63%, bastante inferior aos 2,28% contabilizados em fevereiro.
Além disso, pela primeira vez em várias semanas, o indicador medido pela Fipe registrou variação inferior àquela esperada pelo mercado, que oscilava entre 1,3% e 1,5%.
Desta forma, as expectativas de nova elevação da taxa Selic começam a perder força e o mercado passa a apostar em manutenção dos juros, cujo novo patamar será anunciado na próxima semana, após a reunião do Copom.
Captações externas contribuem para queda do dólar

Além disso, o anúncio de captações externas por bancos brasileiros também colaboraram para a queda do dólar nesta quinta-feira. O Unibanco e o Safra emitiram US$ 125 milhões e US$ 50 milhões, respectivamente, em euronotes, evidenciando a melhora do cenário externo e a volta das linhas de crédito ao Brasil.
Com isso, o dólar comercial opera em forte baixa de 1,47%, sendo cotado a R$ 3,423 na compra e R$ 3,430
na venda. Com a variação desta quinta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 4,09%
neste mês de março e uma desvalorização de 3,55% desde o início do ano.

No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,547, representando ágio de 3,62%
em relação ao dólar comercial.


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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:

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