Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial segue a trajetória ascendente verificada nas últimas duas sessões e já opera em forte alta nesta terça-feira, logo após a abertura das negociações, quando atinge o patamar de R$ 3,08. Desta forma, o dólar comercial opera em forte alta de 0,69%, sendo cotado a R$ 3,069 na compra e R$ 3,080 O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), deverá entregar, nesta terça-feira, as propostas das reformas da previdência e tributária à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que foram entregues ao Congresso na última quarta-feira pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Uma missão do FMI (Fundo Monetário Internacional) chega nesta terça-feira ao Brasil para fazer a terceira revisão do acordo que prevê a liberação de até US$ 30 bilhões firmado entre o País e o Fundo em agosto do ano passado. Após a aprovação formal da terceira revisão, marcada para 6 de junho, o Brasil terá acesso a mais US$ 9,1 bilhões que, segundo Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, deverão ser sacados.
Após bater recordes de baixa, o aumento da procura pela moeda norte-americana se intensificou, enquanto o mercado sinalizou desconforto com as declarações conflitantes do governo em relação a uma possível intervenção no câmbio.
Finalmente, os investidores seguem buscando um patamar de estabilização para moeda norte-americana que não prejudique demasiadamente as exportações brasileiras e o ajuste do setor externo da economia e paralelamente não traga maiores pressões inflacionárias.
Dólar abre em forte alta
na venda.
Com a variação desta terça-feira, a moeda norte-americana registra alta de 5,01%
neste mês de maio, porém uma desvalorização de 13,75% desde o início do ano.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,100, representando ágio de 1,01% em relação ao dólar comercial.Reformas são entregues à CCJ
O presidente da CCJ, Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), reduziu de 45 para 30 dias o prazo para os integrantes da Comissão fornecerem seus pareceres com relação aos textos das reformas. A partir de então, é provável que sejam gastos pelo menos dois meses entre discussões e propostas de emendas ao texto original para finalmente serem votadas em plenário, entre o final de julho e o início de agosto.
Missão do FMI chega hoje ao Brasil
Nesta terça-feira, é previsto que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirme aos representantes do FMI que acredita que essa revisão seja a última da missão do Fundo, visto que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, não pretende renovar o acordo que encerra-se no próximo mês de setembro.