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SÃO PAULO – Após reverter a trajetória descendente ao final da última sessão, quando encerrou em leve alta, o dólar comercial retomou a tendência de queda nesta sexta-feira, com a perspectiva de novas captações.
Novas captações no mercado externo
Assim, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) iniciou nesta semana uma série de road shows para investidores estrangeiros para captar US$ 200 milhões por meio de uma securitização de recebíveis externos, em que dará a garantia da receita de suas exportações aos compradores dos papéis.
Já a Petrobras pretende realizar operação semelhante, tentando levantar US$ 550 milhões por um prazo entre dez e doze anos, cujos títulos terão como lastro a venda de combustíveis no exterior.
Na mesma direção, a Sabesp está cogitando a possibilidade de captar US$ 300 milhões, pelo prazo de um ano, que poderá ser feita em reais no mercado local ou em dólares, no mercado externo. Na mesma direção, o Bradesco prepara lançamento de papéis garantidos por ordens de pagamentos de clientes no exterior ao país, em uma securitização de fluxos financeiros de US$ 200 milhões.
Na última quinta-feira, o banco Votorantim encerrou sua captação de US$ 80 milhões no mercado externo, pelo prazo de dois anos e meio, vendendo 60% a mais do que a oferta inicial, de US$ 50 milhões. Os papéis foram negociados à taxa de 7,5% ao ano, com cupom de 7,25%. No total, o mercado estima que US$ 1,25 bilhão em captações externas devam estar sendo estudadas.
Lula espera que dólar não recue mais
No entanto, as últimas declarações do governo limitam maior queda da moeda norte-americana. Nesse sentido, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pela primeira vez deu sinais de certo incômodo com a recente apreciação do real frente ao dólar.
Lula afirmou não querer que o dólar caia mais, visto que é preciso ter responsabilidade com as exportações do país, indo de encontro com as palavras que ele mesmo disse, quando afirmou que o dólar iria cair o quanto tivesse de cair.
Na mesma direção, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, afirmou que a atual cotação do dólar está no patamar mínimo para ser estimulante às exportações.
Dólar cotado a R$ 2,903
Desta forma, o dólar comercial opera em baixa de 0,58%, sendo cotado a R$ 2,898 na compra e R$ 2,903 na venda.
Com a
variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 0,58%
neste mês de abril e uma desvalorização de 18,34% desde o início do ano.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,067, representando ágio de 5,83% em relação ao dólar comercial.