Dólar comercial abre em alta de 0,31%, impulsionado por front externo

Indicador alemão, declarações do FMI e corte de rating de bancos internacionais estão no radar dos investidores nesta manhã

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SÃO PAULO – O dólar comercial inicia os trabalhos desta sexta-feira (22) em alta de 0,31%, vendido a R$ 2,057, na esteira das incertezas internacionais. No Velho Continente, o índice Ifo, que mede a confiança dos empresários alemães, caiu pelo segundo mês consecutivo em junho, passando de 106,9 pontos, em maio, para 105,3 pontos, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.

Também nesta data, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, não mediu palavras ao defender uma série de medidas de curto prazo, as quais o governo alemão tem resistido. Lagarde afirmou que os líderes da Zona do Euro deveriam considerar a retomada da compra de títulos públicos pelo BCE (Banco Central Europeu) e a injeção direta de capital nos bancos em dificuldades, na tentativa de evitar que a moeda única se deteriore ainda mais.

Por fim, agência de classificação de risco Moody’s, durante a sessão da véspera, cortou o rating de 15 bancos internacionais, incluindo as instituições norte-americanas Bank of America Merrill Lynch, Morgan Stanley, Citigroup, Goldman Sachs e JPMorgan Chase. A agência reforçou que todos os cortes dos bancos refletem as perspectivas de encolhimento dos lucro e crescimento no longo prazo.

Acordo entre Brasil e China
O Brasil e a China assinarão, na próxima semana, um protocolo financeiro de crédito recíproco em moeda local, denominado swap agreement, no valor de R$ 60 bilhões – o equivalente a US$ 30 bilhões e cerca de 190 bilhões de yuans. A decisão foi negociada durante reunião bilateral entre a presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, na tarde de quinta-feira.
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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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