Dólar comercial abre em alta, com preocupação sobre emprego nos EUA

Economia norte-americana perdeu 131 mil postos em julho, muito acima dos 87 mil esperados; taxa de desemprego fica em 9,5%

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SÃO PAULO – Após dois fechamentos seguidos em queda, o dólar comercial abre o último dia de negócios da semana no campo positivo, refletindo o clima mais cauteloso trazido pelos dado do mercado de trabalho norte-americano. Há pouco, a moeda era cotada a R$ 1,756 na venda, com acréscimo de 0,11% em relação à cotação de fechamento da véspera.

Com a variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana não registra variação acumulada neste mês de agosto e uma valorização de 0,85% desde o início do ano. 

Mercado de trabalho dos EUA
Destaque absoluto na agenda desta sexta-feira (6), o Relatório de Emprego dos Estados Unidos é a principal referência do dia para os mercados e ao trazer números aquém dos esperados acaba por motivar o clima de aversão ao risco entre investidores.

A despeito da manutenção da taxa de desemprego em 9,5%, enquanto analistas esperavam avanço para 9,6%, o números de postos de trabalho eliminados pela maior economia do globo se mostrou como a surpresa negativa do dia.

Os Estados Unidos perderam 131 mil postos em julho, resultado pior do que o esperado pelo mercado, que estimava eliminação de 87 mil postos no mês passado.

Outras referências
Saindo da cena norte-americana, indicadores econômicos europeus também chamam atenção nesta manhã. A produção manufatureira do Reino Unido cresceu 0,3% em junho, na base mensal, a segunda alta seguida. No sentido contrário, a produção industria alemã recuou 0,6% em junho.

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O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é referência no front doméstico nesta sessão. O indicador marcou inflação de 0,01% em julho, após registrar variação nula em junho. Por sua vez, o INPC indicou deflação de 0,07% no mesmo período. Ambos foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).



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Confira a variação do dólar durante os últimos 30 dias:
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