Dólar chega a sua quarta alta seguida e atinge maior cotação desde 2 de outubro

Moeda mantém trajetória positiva, repercutindo o clima de apreensão nos mercados; intervenção do Bacen repercute

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SÃO PAULO – Em mais um dia de apreensão nos mercados, o dólar comercial manteve sua tendência positiva e fechou esta quarta-feira (9) em alta pela quarta sessão consecutiva. Com forte valorização de 0,85%, a moeda atingiu encerrou os negócios valendo R$ 1,772 – maior patamar desde 2 de outubro de 2009.

O câmbio registrou certa instabilidade ao longo do dia. Contudo, a trajetória ascendente foi solidificada após o Banco Central brasileiro voltar a realizar um novo leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação ocorreu entre as 15h32 e às 15h42 (horário de Brasília) e a taxa de corte aceita ficou em R$ 1,7714.

Ainda por aqui, o BC mostrou que o fluxo cambial acumulado em novembro ficou positivo em US$ 3,890 bilhões. Já nos quatro primeiros dias úteis de dezembro, o saldo ficou negativo de US$ 925 milhões.

A autoridade monetária ainda trouxe dados referentes às suas reservas internacionais. Em novembro, as operações no câmbio resultaram numa compra total de US$ 2,991 bilhões, aumentando o montante total adquirido desde maio – início do ciclo de intervenção – para US$ 23,992 bilhões. Dessa maneira, as reservas do País contabilizam US$ 236,660 bilhões ao final do mês passado.

Pessimismo

O sentimento de cautela predomina nesta sessão. Na Europa, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota da Grécia, reforçando temores de que a economia local possa vir a ser “o próximo Dubai”. Ainda no velho continente, a Standard & Poor’s diminuiu as perspectivas em torno do crédito espanhol de “estável para “negativo”.

A Ásia ajudou a reforçar a apreensão dos investidores. No Japão, o PIB (Produto Interno Bruto) revisado no terceiro trimestre mostrou um avanço de 1,3%, enquanto a medição anterior havia mostrado uma expansão na casa dos 4,8%. Já na China, a Comissão Reguladora de Bancos pretende desacelerar a expansão do crédito no país.

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Ofuscado pelas diversas referências negativas, a agenda econômica norte-americana divulgou o Wholesale Inventories, mostrando que o nível dos estoques no atacado norte-americano avançou 0,3%, surpreendendo os analistas que esperavam queda de 0,5%.

Copom

A quarta-feira também marca a conclusão da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) deste ano, onde será definido o rumo da política monetária no País. Com as projeções esperando em unanimidade que a Selic se mantenha em 8,75% ao ano, o foco deve ficar mesmo para o teor do comunicado que lhe acompanha.

Quarta queda seguida

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7700 na compra e R$ 1,7720

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na venda, forte alta de 0,85% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8600, representando um ágio de 5,08%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 1,08% em dezembro, frente
à queda de 0,34% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 24,18%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro
encerrou o dia cotado a R$ 1.779,
alta em relação ao fechamento
de R$ 1.770

da última terça-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, fechou em forte alta,
atingindo R$ 1.788 frente
à R$ 1.770 do fechamento de
terça-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7730000.

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 0,98% para fevereiro de 2010, 0,14 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.