Dólar cai quase 2% e chega a R$ 2,24 após relatório de emprego nos EUA

Dados norte-americanos levam o mercado a acreditar em uma maior demora para a alta de juros, o que anima os investidores para os mercados emergentes

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SÃO PAULO – O dólar comercial acelera as perdas nesta sexta-feira (4) e às 12h49 (horário de Brasília) recuava 1,75%, cotado a R$ 2,2405 na compra e R$ 2,2425 na venda, atingindo seu menor nível desde 31 de outubro do ano passado. Na mínima do dia a moeda chegou a ser cotada a R$ 2,2372. O desempenho ocorre após o relatório de emprego nos EUA mostrar um desempenho levemente abaixo do esperado.

A pesquisa mostrou que o país criou 192 mil vagas de emprego no último mês, abaixo dos 200 mil cargos que eram esperados. Enquanto isso, a taxa de desemprego ficou em 6,7%, maior do que os 6,6% das projeções do mercado. Por outro lado, a criação de vagas em fevereiro foi revisada para cima em 22 mil postos, para 197 mil, ante 175 mil anteriormente.

Analistas apontam que no momento em que os EUA indicam uma recuperação mais lenta de sua economia o mercado entende que a alta de juros no país deve demorar mais para acontecer. Diante disso, os investidores seguem para investir nos países emergentes, que se tornam um ambiente mais atrativo neste momento, coincidindo com um movimento de menor aversão ao risco com relação a essas nações após as medidas tomadas pela China e a saída de recursos da Rússia. 

Outro evento que ajuda na queda do dólar é o anúncio do Banco Central de que dará início nesta sessão à uma rolagem dos swaps cambiais – que servem como venda futura de dólares – que vencem em 2 de maio, no valor equivalente a US$ 8,733 bilhões. O BC vendeu a oferta total de até 10 mil swaps para rolagem, o que equivale a cerca de 6% do lote que vence no próximo mês.

A autoridade monetária também deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps, todos com vencimento em 1º de dezembro deste ano e volume equivalente a US$ 198,3 milhões. O BC também ofertou contratos para 2 de março de 2015, mas não vendeu nenhum.

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Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.