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SÃO PAULO – Em dia de forte instabilidade nos mercados, o dólar comercial manteve sua trajetória indefinida durante o todo o intraday, apesar da dupla intervenção do Banco Central no câmbio. No final, a ponta vendedora foi predominante e a moeda conheceu nesta quinta-feira (9) sua sétima queda consecutiva, fechando cotada na venda a R$ 1,723 – baixa de 0,12% -, renovando sua mínima desde 4 de janeiro deste ano, quando terminou valendo R$ 1,721.
Assim como na sessão anterior, o BaCen atuou duas vezes comprando dólares no mercado doméstico via leilão. O primeiro deles ocorreu por volta das 12h20 (horário de Brasília) e contou com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7236. A segunda intervenção ocorreu bem próxima do fechamento dos negócios – das 15h49 às 15h59 – e teve uma taxa de R$ 1,7242.
Ainda por aqui, destaque para a ata do Copom, que trouxe como principais destaques a percepção de que, apesar da desaceleração recente, a economia doméstica continuará em ritmo de expansão, dado o aquecimento da demanda interna, e também os efeitos do enfraquecimento da recuperação global. Sobre esse assunto, o documento publicado nesta manhã diz que “a influência do cenário internacional sobre o comportamento da inflação doméstica revela viés deflacionário”.
Referências internacionais
Apesar do clima instável visto nos mercados, as referências econômicas desta sessão foram predominantemente positivas. Na agenda dos EUA, o Initial Claims mostrou que foram registrados 451 mil pedidos de seguro-desemprego na semana passada, resultado melhor do que os 470 mil pedidos previstos pelos analistas, enquanto que o déficit comercial do país recuou mais do que o esperado na passagem entre junho e julho.
Na Europa, os sinais também foram positivos. Além dos novos leilões bem sucedidos de títulos da dívida da Irlanda e da Hungria, destaque para as declarações otimistas do ministro de Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, sobre as metas orçamentárias do país.
Dólar a R$ 1,723
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7210 na compra e R$ 1,7230 na venda, leve baixa de 0,12% em relação ao fechamento anterior. Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 1,94% em setembro, frente à alta de 0,06% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,05%.
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Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro encerrou o dia cotado a R$ 1.728, baixa em relação ao fechamento de R$ 1.736 da última quarta-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em baixa, atingindo R$ 1.743 frente à R$ 1.747 do fechamento de quarta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7230000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,84 para novembro de 2010, 0,12 ponto percentual acima do que foi registrado na sessão anterior.